Vendas de Natal crescem 5% nos supermercados e até 4% no varejo

Para presidente da AGV resultado representa estabilidade da economia
Lucas de Campos 26 dezembro, 2017 Fonte:

As vendas para o Natal tiveram em 2017 um resultado semelhante ao de 2016 nas lojas do Rio Grande do Sul, segundo aponta a Associação Gaúcha para Desenvolvimento do Varejo (AGV). Já em relação aos supermercados, a alta foi de 5%.

Um balanço divulgado pelo presidente da Associação Gaúcha de Supermercados (Agas), Antônio Cesar Longo, mostrou que o calendário 2017, que proporcionou a concentração das compras de Natal pelos consumidores no fim de semana, foi favorável aos comerciantes – cerca de 20% das vendas de dezembro foram realizadas entre a sexta-feira, 22, e o domingo, 24.

Segundo o presidente da Agas, a ocorrência do Feriado de Natal na segunda-feira possibilitou que os consumidores visitassem com mais calma os supermercados ao longo do fim de semana. "Os gaúchos compraram muitos pequenos presentes e apostaram em pratos típicos para a ceia, mostrando o crescimento das crenças e tradições", resumiu Longo.

Com relação aos presentes, os pequenos carrinhos e bonecas de baixo custo foram os carros-chefes em vendas, além das caixas de bombons, que registraram crescimento de 5% nas vendas. Entre os alimentos, o destaque foi o crescimento de 15% na procura por cortes suínos, mas as vendas de aves natalinas, como peru e chester, também cresceram acima do esperado – em média, 8%.

Já os lojistas sentiram os reflexos da chuva e do feriado prolongado, que atrapalharam o movimento. Para o presidente da AGV, Vilson Noer, o resultado poderia ter sido melhor não fossem essas questões pontuais: “A data cair em uma segunda-feira, o que estimula que as pessoas viagem, enfraqueceu um pouco os negócios", afirmou.

Além disso, a recomposição lenta da economia faz com que as vendas sejam retomadas aos poucos. Levando em conta esses aspectos e a correção da inflação (de 3%), a expectativa da AGV é de um incremento entre 3% e 4% nas vendas de Natal em 2017 se comparado ao mesmo período de 2017.

 

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