“Vamos aderir ao plano de recuperação fiscal e seguir com as privatizações”, diz Sartori

Sepé Tiaraju 3 setembro, 2018 Fonte: A Tribuna

O governador José Ivo Sartori, candidato à reeleição pelo MDB, esteve na tarde de sexta-feira, 31, em Santo Ângelo, onde fez contato com militantes e correligionários. Também vieram a Santo Ângelo os candidatos ao Senado, Beto Albuquerque (PSB) e José Fogaça (MDB). Na sua passagem pela cidade, Sartori falou sobre a crise econômica do Estado, as privatizações e outras ações adotadas ao longo de seu mandato. O governador também destacou as medidas que pretende implementar no sentido de continuar a recuperação financeira do Estado.

O Rio Grande do Sul ao longo de sua história tem a tradição de não reeleger governadores. Como o senhor pretende quebrar essa tradição?

Quando assumi o governo não pensava na reeleição. Trabalhei no sentido de viabilizar a recuperação econômica e das finanças do nosso Estado. Obtivemos grandes avanços e a partir disso aceitei o desafio de dar continuidade aquilo que começamos a construir em 2015 na reestruturação de nosso Estado. Penso que esse não é um momento de demagogia e populismo, mas sim de responsabilidade, falando de forma verdadeira e transparente com o conjunto da nossa sociedade, através das nossas propostas. O Rio Grande do Sul teve cinco oportunidade de reeleger governador e não conseguiu. Essa talvez seja a última vez que um governador possa concorrer pela segunda vez. Quem sabe seja eu o primeiro e único a quebrar esse tabu”.

O parcelamento do salário dos servidores segue sendo um assunto polêmico no Estado. De que forma o senhor acredita que num segundo mandato vai superar essa dificuldade?

Primeiro quero dizer que o parcelamento não é uma questão de boa vontade. É uma situação difícil que o Estado vem enfrentando em relação às finanças. Devo dizer que como pai de família tenho a real noção do que representa esse atraso. No entanto é preciso esclarecer que tinha organizações sindicais que queriam que todas as categorias fossem pagas ao mesmo tempo, mesmo o Estado tendo um déficit de R$ 25,5 bilhões e que hoje conseguimos diminuir para R$ 8 bilhões. Há falta de recursos e não tínhamos outra alternativa. Diante deste quadro tomamos a decisão correta de pagar primeiro quem ganha menos e depois os maiores salários. Nós do Executivo, nossos secretários mesmo não sendo os maiores salários somos um dos últimos a receber. Nada mais justo. Outro aspecto importante é que, enquanto a iniciativa privada geralmente se paga depois do quinto dia útil, estamos conseguido quitar as parcelas no sexto, sétimo, oitavo e no máximo no dia 12 ou 13 de cada mês. Apenas uma vez pagamos no dia 21.”.

 Como o senhor viu a rejeição por parte da Assembleia Legislativa a proposta de um plebiscito para a venda de estatais do Rio Grande do Sul?

Nós encaminhamos em 2016 à Assembleia Legislativa essa proposta da realização de um plebiscito para ver o que os gaúchos pensam a respeito dessa questão. Qual o sentido do Estado administrar uma empresa que atua na exploração do carvão mineral. Qual a lógica de ter uma empresa do estado administrando a distribuição de energia elétrica? Não conseguimos o plebiscito para a venda da CEE, CRM e Sulgás, mas conseguimos vendar algumas unidade da CESA, enquanto outras estão em situação de liquidação. Não tenho receio de revelar que nosso plano e a aderir ao plano de federalização e continuar as privatizações de estatais. Esse é o caminho. Não tenho vergonha de dizer que vamos aderir ao plano de recuperação fiscal com o governo federal e assim manter no Estado mais de R$ 11 bilhões em recursos. Inclusive nesta sexta-feira, o vice-governador, José Paulo Cairoli, era para estar em Brasília tratando deste assunto que será retomado em audiência na Capital Federal na próxima semana.

Quais avanços o Estado obteve na sua administração e que ações o senhor pretende desenvolver no próximo mandato?

Demos exemplo na redução de gastos e implantamos o processo interno de gestão, com metas e resultados. Não precisamos pagar consultoria particulares para isso. Colocamos em cada órgão de governo, autarquias e fundações nossos funcionários para fazer essa gestão. Reduzimos o número de secretarias de 29 para 17 e queremos seguir nesta linha para que possamos viabilizar um Estado onde vivem mais de 11 milhões de gaúchos. É dessa forma que vamos conseguir a recuperação econômica de nosso Estado, olhando para o futuro, com um olhar atento para o presente.

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