Tânia Santiago rebate declarações do coordenador do PMDB das Missões

Professora foi exonerada do cargo na 14ª Coordenadoria Regional de Educação (14ªCRE)
Lucas de Campos 11 janeiro, 2018 Fonte:

Nesta quinta-feira, 11, a ex-coordenadora Regional de Educação, professora Tânia Rosana Mattos Santiago esteve no Estúdio da AM 540 para falar sobre as declaraçõesdo coordenador regional do PMDB das Missões, Cleiton Rauber que afirmou em entrevista à Rádio Sepé, que a coordenadora não estaria trabalhando de com acordo com o programa e com as metas do Governo do Estado. Tânia participou do Programa Aldeia Global comandado por Hogue Dorneles.

Tânia foi exonerada pelo governador José Ivo Sartori na sexta-feira, 5. Sem citar o nome de Tânia, o coordenador regional do PMDB das Missões, afirmou, na terça-feira, 9, que havia informações de que a então responsável pela 14ªCRE estaria remanejando professores em final de carreira a escolas com 100% difícil acesso (gratificação concedida a professores que atuam em escolas do interior ou distantes das cidades), para que se aposentassem com um salário melhor.

Sobre isso Tânia disse que as decisões na 14ª CRE sempre foram tomadas com o grupo de colaboradores que é composto por profissionais de diversas siglas partidárias e até de pessoas sem bandeira partidária, inclusive com a coordenadora-adjunta, Enida Lang Sallet, que é do PMDB e está indicada para ocupar o cargo. Mas, Tânia ressaltou que antes de uma indicação partidária o grupo de trabalho é formado por pessoas que possuem competência e formação e capacidade de assumir e desempenhar determinado cargo.

A professora explicou ainda que foram cumpridas à risca todas as determinações do Governo do Estado, através da Secretaria de Educação. Com relação aos professores que estão por se aposentar e querem levar para a aposentadoria uma vantagem, Tânia destacou que isto é legítimo e legal. “Todos sabem da defasagem salarial que vive o magistério e infelizmente não terá um governo salvador da pátria e que resolverá todas essas questões. As ações políticas são difíceis e complexas para todos”.

Tânia informou ainda que optou por permanecer no cargo mesmo após o PDT deixar o governo Sartori por uma questão profissional. Um dos motivos que a levou a ficar na coordenadoria foi a questão financeira, já que se mantendo cinco anos com convocação levaria esta vantagem para a aposentadoria.

Tânia tem um concurso de 20 horas no magistério estadual, ocupando o cargo de coordenadora recebe por mais 20 horas de convocação e a Função Gratificada (FG) e permanecendo neste cargo por cinco anos acrescentaria à aposentadoria o salário referente a 20 horas de convocação, segundo a própria professora. “Este é um direito que qualquer professor tem e dentro do possível todos os professores foram auxiliados para receber esta vantagem”.

Outro motivo teria sido a trajetória na Educação.

– Estive no governo Tarso Genro como coordenadora-adjunta, mas tenho uma trajetória de trabalho lisa, correta, séria e responsável. Acima de tudo, para mim está à dedicação a escola pública e depois vem a questão partidária -, frisou.

A professora informou ainda que deve retornar à sala de aula e que não tem pretensões de concorrer a cargos políticos. Sobre ocupar um cargo político na Administração de Santo Ângelo, Tânia disse que não quer desacomodar ninguém que já está atuando no atual governo.

 

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