STJ mantém prisão de Leandro Boldrini, pai do menino Bernardo

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Lucas de Campos 8 maio, 2015 Fonte:

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou nesta quinta-feira (7) pedido de liberdade apresentado por Leandro Boldrini, um dos acusados pela morte de seu filho, Bernardo Boldrini, mantido em prisão preventiva. O tribunal também negou solicitação da defesa para mudar o tribunal de primeira instância da comarca de Três Passos para a de Frederico Westphalen, ambos os municípios no Rio Grande do Sul.A decisão confirma uma liminar proferida em novembro pelo relator do caso no STJ, ministro Newton Trisotto. Na sessão desta quinta, ele manteve voto contrário ao habeas corpus e à mudança de tribunal, sendo acompanhado pelos demais membros da Quinta Turma, que analisaram o caso: os ministros Leopoldo de Arruda Raposo, Felix Fischer, Gurgel de Faria e Jorge Mussi.Ao final do julgamento, o advogado de Leandro, Ezequiel Vetoretti, afirmou que pretende apresentar agora um novo recurso ao Supremo Tribunal Federal, última instância da Justiça.O corpo de Bernardo, de 11 anos, foi encontrado no dia 14 de abril do ano passado enterrado em um matagal na área rural de Frederico Westphalen, a cerca de 80 km de Três Passos, onde ele residia com a família. Além de Leandro Boldrini, são acusados no caso a madrasta de Bernardo, Graciele Ugulini, a amiga dela Edelvânia Wirganovicz e o irmão dela, Evandro Wirganovicz.No julgamento desta quinta, o advogado de Leandro pediu que a prisão preventiva fosse substituída pela prisão domiciliar, o que também foi negado por unanimidade.No pedido de liberdade, a defesa alegou que Leandro está há mais de um ano detido sem condenação e que o “clamor social” gerado pelo crime não pode justificar a manutenção de seu encarceramento. O advogado disse também que a produção de provas no processo está quase no fim, não havendo risco de interferência no processo.“O clamor social não pode ser fundamento pra a prisão, porque assim teremos o cumprimento da pena antecipada, uma pena sem processo”, afirmou na tribuna.Relator do caso no STJ, Newton Trisotto destacou a gravidade concreta do crime e a “reprovabilidade” das circunstâncias em que ocorreu, ressaltando que os indícios apontam que os autores eram os responsáveis pela criança.“Em 40 anos como magistrado, não lembro de nenhum episódio de tanta repercussão social quanto esse. O réu paciente é um médico, o filho tinha 11 anos, foi levado para outra cidade, lá foi morto, enterrado numa cova já preparada e ainda jogado uma quantidade razoável de soda cáustica”, disse o magistrado, relembrando como se deu o crime.Presidente da Quinta Turma, Jorge Mussi também chamou a atenção para o crime, que classificou como “terrificante, abjeto, por motivo torpe e brutal”.

 

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