Sonda chinesa teria encontrado minerais no subsolo lunar

Foto: China National Space Administration (CNSA)
Sepé Tiaraju 15 maio, 2019 Fonte: Correio do Povo

A sonda chinesa Chang’e-4, que pousou na face oculta da Lua no começo deste ano, teria descoberto restos de minerais procedentes do subsolo, cuja composição permanece desconhecida. Os minerais encontrados (olivina e piroxênio com pouco conteúdo de cálcio) são diferentes dos presentes nas amostras da superfície lunar, revela um estudo publicado hoje na revista Nature.

Em 3 de janeiro, a sonda Chang’e-4 fez a primeira alunissagem da história no hemisfério lunar que fica permanentemente oculto do ponto de vista da Terra. A sonda pousou na cratera Von Karman, situada na Bacia do Polo Sul-Aitken, uma das maiores estruturas de impacto meteórico conhecidas no Sistema Solar.

Os cientistas esperam encontrar elementos do manto da Lua que saíram à superfície, devido ao violento impacto de um meteorito. Ainda hoje a estrutura e a origem do satélite da Terra são temas de debate entre cientistas. As características do subsolo e, em particular, sua composição continuam sendo desconhecidas e pouco documentadas, assegura Patrick Pinet, do Instituto de Pesquisa em Astrofísica e Planetologia em um comunicado publicado juntamente com o estudo.

A descoberta destes componentes “confirmaria que é possível tirar amostras nesta zona de materiais do manto lunar”, o que seria inédito, acrescentou. Segundo a hipótese mais aceita, denominada de “impacto gigante”, a Lua foi criada há 4,5 bilhões de anos, quando a Terra primitiva sofreu o impacto de um corpo celeste do tamanho do planeta Marte, chamado Theia.

Esta colisão teria desprendido material da Terra, rochas e magma, e fundido os elementos pesados (ferro) dos dois corpos no núcleo terrestre. Os materiais lançados ao espaço teriam se aglomerado em poucos milhares de anos para formar a lua.

Inicialmente, teria sido apenas um oceano de magma que esfriou paulatinamente. Os elementos mais leves ficaram na superfície e formaram a crosta, enquanto os minerais mais densos, como a olivina, caíram no manto lunar. “Os dados obtidos pelo CE-4 mostram claramente que a olivina está presente em abundância no lugar da aterrissagem”, disse à AFP Dawei Liu, da Academia Chinesa de Ciências. Segundo o cientista, coautor do estudo, estes resultados reforçam a hipótese chamada “oceano de magma lunar”.

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