Soja fecha em alta na CBOT, mas dia é de poucos negócios no BR com baixa do dólar

os fundos de investimento voltaram à ponta compradora do mercado e estimularam o avanço das cotações. De um lado, o movimento foi favorecido pelo humor mais tranquilo do mercado financeiro e, de outro, pelas expectativas de que as perdas na safra 2015/16 dos EUA serão mais severas do que as registradas no último boletim mensal de oferta e demanda reportado na sexta-feira (10) pelo USDA (Departamen
Lucas de Campos 14 julho, 2015 Fonte:

Os preços da soja fecharam a sessão desta segunda-feira (13) na Bolsa de Chicago em campo positivo. Os principais vencimentos encerraram o dia com ganhos de 5,50 a 6,50 pontos e essa foi a quarta sessão consecutiva de altas para a oleaginosa no mercado futuro norte-americano, porém, novamente marcada por volatilidade.

Como explicou o consultor de mercado Vlamir Brandalizze, da Brandalizze Consulting, os fundos de investimento voltaram à ponta compradora do mercado e estimularam o avanço das cotações. De um lado, o movimento foi favorecido pelo humor mais tranquilo do mercado financeiro e, de outro, pelas expectativas de que as perdas na safra 2015/16 dos EUA serão mais severas do que as registradas no último boletim mensal de oferta e demanda reportado na sexta-feira (10) pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). 

Com as altas registradas nesta sessão, o contrato agosto/15 segue acima das chamadas médias móveis de 20 e 50 dias, porém, abaixo da média de 100 dias, conforme explicou o analista de mercado do site internacional Farm Futures, Bob Burgdorfer. Assim, os fundos compraram, nesta segunda, cerca de 4 mil contratos de soja, após terem vendido 6 mil na última sexta. Os fundos compraram posições ainda no farelo e no óleo de soja negociados em Chicago, mercados que também fecharam em campo positivo. 

O clima excessivamente úmido dos Estados Unidos continua sendo, conforme informou o  Farm Futures, uma grande preocupação não só para a soja, mas também para o milho e o trigo soft. A expectativa dos traders é de que o índice de lavouras de soja em boas condições no país, no boletim de acompanhamento de safras do USDA desta segunda-feira permaneça em 63%. 

Enquanto a previsão para os próximos sete dias continua mostrando chuvas excessivas no Meio-Oeste americano em estados chaves na produção agrícola do país, os mapas para o período dos próximos 6 a 10 dias indicam a possibilidade de precipitações menos intensas e volumosas e ocorrendo de forma mais esparsa. 

Para os próximos sete dias, o NOAA estima chuvas de 12,70 a 50,80 mm para o estado de Illinois, de 31,75 a 44,45 mm para Indiana e Ohio, de 2,54 a 50,80 mm para o Missouri e de 31,75 a 63,50 mm para Iowa, como aponta o mapa abaixo. 

Chuvas nos EUA entre os dias 14 a 21 - Fonte: NOAA

Previsão de chuvas para os próximos 7 dias nos EUA – Fonte: NOAA

Chuvas de 6 a 10 dias nos EUA - Fonte: NOAA

Previsão de chuvas para o período de 6 a 10 dias nos EUA – Fonte: NOAA

Mercado Interno

No mercado interno, o dia foi de poucos negócios, uma vez que as altas registradas na Bolsa de Chicago foram neutralizadas pela baixa do dólar, que operou em campo negativo durante quase todo o pregão, ainda de acordo com Vlamir Brandalizze. 

Apesar dessas baixas, os patamares de preços tanto para a safra nova quanto para a safra velha ainda se mantêm acima dos R$ 70,00, entretanto, parecem estar distante das novas metas de valores do produtor brasileiro, que aguarda oportunidades ainda melhores. Ainda assim, segundo relata o consultor, nas últimas duas semanas, o Brasil já comercializou cerca de 15 milhões de toneladas de soja. 

Nesta segunda-feira, em Rio Grande, a soja disponível fechou com alta de 0,13% para R$ 75,00 por saca, enquanto em Paranaguá perdeu 2,67%, terminando o dia com R$ 73,00. Já o produto da safra nova manteve os R$ 75,00 no porto paranaense e caiu 0,91% no gaúcho, com valores que ficaram em R$ 75,00 e R$ 76,00, respectivamente. Em Rio Grande, no melhor momento do dia, a soja futura bateu nos R$ 77,00 por saca. 

Dólar – O dólar fechou com baixa de quase 1% na sessã desta segunda, valendo R$ 3,1308. Nas últimas duas sessões, a moeda já acumula uma queda de 3,24%. De acordo com informações da agência de notícias Reuters, os operadores justificaram parte das baixas com "vendas concentradas à tarde por exportadores para aproveitar o patamar elevado da divisa norte-americana". Paralelamente, no Brasil, "o mercado também se concentrou em possíveis mudanças nas metas fiscais do governo brasileiro, especialmente levando em conta que nesta quarta-feira a agência de classificação de risco Moody's dá início a visita ao país", informou ainda a Reuters. 

© Copyright 2017, Todos os direitos reservados.