Sistema Farsul e Fundação Pró-Sementes apresentam resultados de cultivares de Trigo

bernardi 5 março, 2018 Fonte: Imprensa Sistema Farsul


Escolher a semente de trigo mais adequada a cada clima e região pode significar um ganho de até R$ 1.080,00 por hectare, revela estudo executado pela Fundação Pró-Sementes e Sistema Farsul, na safra 2017. Este valor representa 36 sacos de trigo, que foi a diferença encontrada entre a cultivar com melhor e pior rendimento em Vacaria. A região está entre as avaliadas no Ensaio de Cultivares em Rede de Trigo Safra 2017/2017.
A pesquisa, apresentada nesta quinta-feira (01/03) pela Fundação Pró-Sementes analisou sete locais: Vacaria, Passo Fundo, Cruz Alta e São Gabriel (Região Tritícola 1), que ficam em zonas de clima frio e úmido, e São Luiz Gonzaga, Santo Augusto e Cachoeira do Sul (Região Tritícola 2), em zonas baixas, de clima moderadamente quente e úmido. O estudo englobou 36 cultivares, das classes básico, pão e melhorador, em ciclos precoce e médio, considerando duas datas de semeadura. Mantendo a tendência de anos anteriores, Vacaria e Cachoeira do Sul foram os locais com o maior registro de produtividade média.
Em Vacaria, a cultivar de ciclo médio ORS 1405 atingiu 122 sacos por hectare ao ser semeada na primeira época e 130 na segunda. Na Região Tritícola 2, Cachoeira do Sul teve os melhores resultados, com 101 sacos por hectare com a cultivar de ciclo médio TBIO TORUK na primeira semeadura e 99 sacos por hectare com a FPS CERTERO na segunda época. Entre as cultivares de ciclo precoce, a semente CD 1303 teve os resultados mais uniformes, chegando ao topo da produtividade em 3 de 4 locais analisados.
A comparação com os últimos três anos evidencia o impacto do clima desfavorável na produtividade. A distribuição de chuvas no inverno de 2017 foi irregular, o que resultou em solo encharcado em algumas regiões e escassez de chuva em outras. As temperaturas permaneceram amenas durante a maior parte do inverno, o que prejudicou a cultura, observa a Gerente de Pesquisa e Desenvolvimento da Furanção Pró-Sementes, Kassiana Kehl.
No entanto, ao fazer o resgate do histórico da pesquisa – o Senar-RS patrocina o estudo há dez safras – é evidente o salto de tecnologia que houve em cultivares, destaca o presidente da Comissão do Trigo da Farsul, Hamilton Jardim. “Se observarmos desde 2008, há muitas cultivares que saíram de linha porque o estudo evidenciou a disparidade entre os produtos, e tantas outras foram desenvolvidas, ampliando o potencial de produtividade. Além disso, esse estudo é um instrumento muito importante para o produtor, afinal os custos de produção são altos, assim como os riscos, então ele quer ter o máximo de informação e semear com a cultivar mais adequada para a sua região”, revela.
O presidente do Sistema Farsul, Gedeão Pereira, enfatizou a importância de usar mecanismos para viabilizar o plantio do trigo no Rio Grande do Sul. A previsão é de uma redução de área plantada na próxima safra, “O trigo é uma cultura importante no binômio Inverno/verão, já que é necessário para rotação de culturas e formação de palhada. Sabemos que concorremos fortemente com Rússia, Canadá e Argentina, por isso temos que insistir muito com estudos como este bem como com políticas de Estado que viabilizem o trabalho do produtor”, enfatiza.
Os rendimentos de cada cultivar variaram de acordo com a região, isto é, a semente que apresentou o melhor resultado em um polo não teve necessariamente o melhor desempenho em outro. Portanto, é importante consultar o documento completo, que está disponível em www.fundacaoprosementes.com.br. Além disso, o Sistema Farsul distribui aos Sindicatos Rurais a publicação impressa dos resultados a cada safra.

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