Sistema de Videomonitoramento não está funcionando

Informações dão conta de que a Prefeitura de Santo Ângelo só realizará reparos após a arrecadação do IPTU, em março
Lucas de Campos 11 janeiro, 2018 Fonte:

Desde dezembro de 2017, a Rádio Sepé Tiaraju vem recebendo diversas denúncias da comunidade de Santo Ângelo de que o Sistema de Videomonitoramento do município não está em funcionamento. A informação vazou nas redes sociais quando cidadãos procuraram a Brigada Militar, responsável pela operação do sistema, para recuperar imagens de ocorrências em vias públicas.

Moradores das avenidas Sagrada Família e Getúlio Vargas e frequentadores de bares e restaurantes, localizados na Rua Marquês do Herval estão denunciando a realização de “pegas” e motoristas “queimando pneus” nessas vias públicas. Nas proximidades destes locais existem câmeras instaladas, mas, como não estão em funcionamento não estariam registrando essas infrações e imprudência destes motoristas.

Um assalto ocorrido nas proximidades do Supermercado VIP e uma colisão em um veículo estacionado nas proximidades da Rodoviária de Santo Ângelo levaram as vítimas a procurar a Brigada Militar em busca de imagens para esclarecer as ocorrências. Foram então informados que todas as câmeras estão desligadas e aguardando a manutenção, que é de responsabilidade da Prefeitura de Santo Ângelo.  Funcionário do município informaram à Rádio Sepé que o custo do conserto dos equipamentos seria de R$ 25 mil. Mas, que os reparos só seriam feitos em março, após a arrecadação do IPTU, ou seja, até lá delinquentes estão livres para infringirem as leis.

O atual Sistema de Videomonitoramento de Santo Ângelo foi implantado em 2016, no governo do então prefeito Valdir Andres e estava em pleno funcionamento no final daquele ano, no entanto, os equipamentos exigem manutenção periódica, o que diante da situação não está ocorrendo.

Quando foi instalado, o Sistema de Videomonitoramento de Santo Ângelo era um dos mais modernos do Brasil e recebeu investimentos que chegaram a R$ 1,2 milhão. O sistema contava com 24 câmeras resistentes à alta temperatura, com alcance superior a 600 metros cada, além de uma câmera que já existia e foi incorporada ao novo sistema.

O objetivo deste sistema de videomonitoramento era aumentar a área de atuação do policiamento, possibilitando um monitoramento eficaz na resolução das ocorrências e fortalecendo a proteção ao cidadão e ao bem público. Por isso, as câmeras foram instaladas, justamente, onde são registrados os maiores índices de delinquência do município.

Atualmente, o videomonitoramento é considerado uma das ferramentas de prevenção, investigação e repressão de situações de violação de leis mais eficientes. O mecanismo ainda inibe as possíveis ocorrências que possam pôr em risco a segurança da comunidade, como, por exemplo, os “pegas” que, frequentemente, veem sendo denunciados pela comunidade.

 

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