Senadora Ana Amélia fala sobre implementação do voto impresso

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Lucas de Campos 24 novembro, 2015 Fonte:

Após ser vetado no Palácio do Planalto e ter veto derrubado no Congresso Nacional, a minirreforma eleitoral que prevê a implementação do voto impresso no País entra em vigor nas eleições de 2018.

A Rádio Sepé Tiaraju conversou nesta manhã com uma das autoras do projeto, a Senadora Ana Amélia Lemos e, de acordo com ela, esse novo sistema representa uma segurança a mais para o leitor.

“Não será como um extrato bancário, pois o voto é secreto, então esse voto fica guardado na urna, para que, em caso de dúvidas com relação à manipulação do resultado final, a Justiça Eleitoral possa fazer uma fiscalização a pedido de um partido político e contabilizar os votos para comprovar se de fato o número de votos impressos e eletrônicos correspondem”, destaca.

No entanto, o Tribunal Superior Eleitoral prevê uma série de dificuldades para implementar o sistema no país, dentre eles o alto investimento. Para a aplicação da minirreforma eleitoral está previsto o investimento de R$ 1,8 bilhão para a compra, manutenção e transporte das impressoras, entre outros gastos.

Para a Senadora, no entanto, esse sistema deve ser implementado de forma paulatina e utiliza o exemplo da implementação biométrica, que está sendo feita aos poucos, “Não é razoável o argumento de que é muito caro, se ela vai ser feita paulatinamente, paulatinamente serão feitos os gastos,” afirma.

Ana Amélia também destacou que nenhum sistema eletrônico é inviolável. No entanto esclarece que o objetivo não é substituir o voto eletrônico e sim utilizar os dois recursos para uma eleição mais segura.  

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