Semana começa com preços da soja em queda

Sepé Tiaraju 30 outubro, 2018 Fonte: Notícias Agrícolas

O mercado da soja na Bolsa de Chicago começou o dia em campo positivo, testou leves altas, foi para o lado negativo da tabela para encerrar o dia perdendo entre 5,50 e 6 pontos nos principais contratos. E assim, o contrato novembro/18 encerrando os negócios com US$ 8,39 e o maio/19 com US$ 8,79 por bushel.

Já no Brasil, a semana começou, de fato, negativa para os preços da oleaginosa, que cederam de forma substancial tanto no interior do país, quanto nos portos.

Em Castro, no Paraná, a soja cedeu até 4,22% no disponível, fechando a segunda-feira (29), com R$ 79,50 por saca. Algumas praças tiveram um fechamento estável, porém, estes foram casos pontuais.

No porto de Paranaguá, o produto disponível caiu 2,27% para R$ 86,00 por saca, enquanto perdeu 0,57% no terminal de Rio Grande, para R$ 87,00; a referência novembro no terminal gaúcho foi a R$ 88,00, com baixa de 0,56%. Ainda no porto paranaense, perda de 1,30% para R$ 76,00 por saca da safra nova.

A semana começou também com poucos negócios sendo efetivados no Brasil. Os preços em baixa, afinal, são reflexos também de um recuo dos prêmios no país, tanto para a safra velha, quanto para a nova. Segundo explicou o analista de mercado João Schaffer, da Agrinvest Commodities, as compras para atender a demanda de janeiro já registraram um momento mais intenso, bem como para o início de fevereiro, e agora perdem um pouco de ritmo.

Além do mais, o foco maior continua sendo sobre os trabalhos de campo no Brasil. O plantio já havia sido concluído, segundo números da AgRural, em 46% da área estimada para o país, e registra seu ritmo mais acelerado de todos os tempos.

Na outra ponta, a colheita norte-americana é outro fator limitante para os negócios, uma vez que limita a recuperação das cotações da soja em Chicago.

“O mercado da soja no Brasil nesta nova semana tende a, novamente, ter pouco movimento. Os olhos deverão estar voltados para a colheita nos EUA – onde pode seguir forte para a reta final e isso continuará sendo limitante de alta – e no plantio brasileiro, que está fluindo em ritmo maior que nos anos anteriores e, desta forma também limitante de movimento”, diz o consultor de mercado Vlamir Brandalizze, da Brandalizze Consulting.

Nesta segunda-feira, nem mesmo a alta de mais de 1% do dólar favoreceu a formação dos preços no mercado nacional. A moeda americana começou o dia recuando de forma significativa após a eleição de Jair Bolsonarao como novo presidente do Brasil, mas, na sequência, reverteu o movimento e voltou a subir.

“Não acabou o bom humor (com a vitória de Bolsonaro). Está havendo uma zeragem de posições, uma realização”, disse o operador da corretora H.Commcor Cleber Alessie Machado à Reuters ao explicar a inversão da trajetória do dólar da queda registrada pela manhã para uma alta.

Assim, a divisa terminou o dia com alta de 1,39% e valendo R$ 3,7053.

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