Santo Ângelo sofre com o desabastecimento de produtos

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Lucas de Campos 2 março, 2015 Fonte:

A cidade de Santo Ângelo continua nesta segunda-feira sofrendo os reflexos da manifestação dos caminhoneiros com o desabastecimento em diversos setores da economia.

No programa Aldeia Global houve um amplo levantamento da situação que trás enormes prejuízos a população. A falta de gasolina ocorre desde o sábado à tarde nos principais postos espalhados na área central da cidade.

Inclusive alguns estabelecimentos permaneciam na manhã de hoje completamente fechados, pois além de gasolina, não existe etanol e óleo diesel. O que chamou a atenção foram às longas filas que se formaram em postos no sábado, onde motoristas buscavam encher o tanque, temendo a completa falta do produto.

O empresário Nestor Koch, proprietário da rede de postos Santa Terezinha, informou que pela manhã conseguiu retirar de dentro da base da BR-distribuidora em Ijuí um caminhão com 18 mil litros. Ele aguarda para a tarde de hoje a liberação de uma nova carga com 24 mil litros com destino a Santo Ângelo.

Uma situação grave e que preocupa o empresário é que a base da BR distribuidora não está conseguindo fazer a mistura dos 27% de álcool anidro junto a gasolina. O motivo é que o transporte desse produto é também realizado via rodoviária e não consegue sair do pólo da Petrobrás localizado no Paraná.

A expectativa dos proprietários de postos de combustíveis é que a paralisação dos caminheiros acabe no dia de hoje e o restabelecimento possa se normalizar a partir de quarta-feira.

Já o empresário Enio Cortez, da Viação Tiaraju responsável pelo transporte coletivo urbano de Santo Ângelo, garantiu que até quarta-feira o serviço não corre nenhum risco da falta de óleo diesel.

“Eu abasteço a frota em cinco postos de Santo Ângelo. No sábado precisei me socorrer do diesel S-10 em um posto no Entre-Ijuís.”, disse Cortez.

O proprietário da Viação Tiaraju não acredita que haverá risco de interrupção no serviço, até porque as previsões são de encerramento da manifestação. Diariamente, seus coletivos consomem o equivalente a 1.500 litros de diesel.

O empresário do ramo de supermercados Henrique Weinert, que é vice-presidente da CDL confirmou pela manhã que está faltando hortifrutigranjeiros. A última remessa recebida foi no dia 23 de fevereiro.

Também no setor de fiambreria e laticínios como os produtos possuam prazos de validade que vão de 30 a 40 dias, algumas marcas estão em falta, sobrando ao consumidor procurar um produto similar.

Weinert salienta que no setor de mercearia os estoques ainda são suficientes para essa semana. No açougue não existe falta de produto, pelo fato de que o frigorífico Callegaro está abastecendo normalmente a cidade com carne bovina.

Na avaliação do empresário, caso termine a manifestação no meio desta semana, o abastecimento nos supermercados voltará ao normal somente em sete dias. 

 

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