Santo-angelense consegue liminar para usar substância que combate câncer

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Lucas de Campos 4 novembro, 2015 Fonte:

A Justiça de Santo Ângelo concedeu uma liminar no final do mês de outubro que permite a um santo-angelense a utilização da fosfoetanolamina sintética no combate ao câncer.

A substância está sendo produzida na Universidade de São Paulo (USP) e que vem alcançando resultados positivos no tratamento contra a doença.

De acordo com a juíza Marta Martins Moreira, existem dezenas de terminações judiciais para que o uso da fosfoetanolamina sintética seja liberado em pacientes cujo o tratamento convencional não tenha sido o suficiente, “Ainda que não se tenha ciência de todos os efeitos dessa substância no organismo, com certeza as conseqüências não serão piores do que aquilo que o paciente está enfrentando com a doença”, destaca a juíza. A substância só pode ser utilizada como último recurso no combate a doença.

A fosfoetanolamina sintética, que ainda não virou medicamento, não possui custo algum. O santo-angelense de 52 anos que aguarda pela liberação da substância, diz que já fez 12 sessões de quimioterapia e, no seu caso, não existe a possibilidade de fazer cirurgia, pois o câncer já atingiu o pulmão, o intestino e o fígado. Mesmo seu médico não sendo favorável, o paciente se mostra confiante, “É uma esperança que a gente tem já que o tratamento convencional não oferece uma cura”, afirma. Até agora nenhum paciente de outro município brasileiro fora do estado de São Paulo havia solicitado a liberação do medicamento.

Sem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a cápsula de fosfoetanolamina sintética só continua sendo produzida pelo instituto por causa das demandas judiciais.

A substância, que começou a ser sintetizada por um pesquisador do IQSC no final da década de 1980, não passou pelas etapas de pesquisa necessárias para o desenvolvimento de um medicamento, portanto não existem evidências científicas de que o produto seja eficaz no combate ao câncer ou seguro para o consumo humano.

Gilberto Orivaldo Chierice coordenou por mais de 20 anos os estudos com a  fosfoetanolamina sintética, que imita uma substância presente no organismo e sinaliza células cancerosas para a remoção pelo sistema imunológico. De acordo com ele, “a fosfoamina está aí, à disposição, para quem quiser curar câncer”, afirma.

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