Projeto quer proibir aviação agrícola no RS; Setor reage

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Lucas de Campos 10 março, 2015 Fonte:

O deputado estadual Edegar Pretto (PT) apresentou Projeto de Lei (número 263/2014) que pretende proibir a aviação agrícola no Rio Grande do Sul. O político justifica que 70% dos produtos aplicados pela aviação não chegariam às plantas, indo parar em propriedades vizinhas, escolas e até hospitais.

O Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag) já se mobiliza para demonstrar a inconsistência dos argumentos do deputado, que é membro da Comissão de Agricultura da Assembleia Legislativa do RS. “São argumentos descabidos”, reage o presidente do Sindag, Nelson Antônio Paim. 

“Qualquer um com o mínimo de informação sobre agricultura sabe que o produtor jamais contrataria uma aplicação que pusesse fora mais de dois terços dos produtos comprados para garantir a sanidade da lavoura. Mais descabido ainda é dizer que a pulverização aérea no Estado estaria atingindo, entre outros, escolas, hospitais ou mesmo mananciais que abastecem cidades”, completou.

Paim lembrou que a aviação é a única forma de aplicação de defensivos realmente regulamentada, além de fiscalizada em várias esferas governamentais. “Em diversos casos, a rapidez e precisão do avião é determinante para diminuição da necessidade de produtos nas lavouras”, ponderou. “Ou seja, o projeto ataca justamente a ferramenta mais importante para a própria segurança ambiental.”

Segundo o Sindag, o Brasil tem a segunda maior frota mundial de aviões agrícolas, com mais de 1,9 mil aparelhos, e atualmente responde por cerca de 24% das pulverizações nas lavouras do País. O Rio Grande do Sul tem a segunda maior frota nacional, com mais de 400 aviões, reunindo também 44% das empresas existentes no setor.

Agrolink
Autor: Leonardo Gottems
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