Profissional conta como é trabalhar nas alturas

Sepé Tiaraju 11 fevereiro, 2019 Fonte: A Tribuna

Para muitos trabalhar nas alturas é um ato de coragem pelo risco que representa aos profissionais. Há pessoas que vivem um verdadeiro pânico somente em pensar em uma situação como essa. O que é sinônimo de medo para alguns a outros é apenas uma atividade de rotina. Esse é o caso de Gerson dos Santos, de 47 anos, que está atuando junto com seu sócio e outros colegas em uma reforma e pintura no antigo prédio da Caixa Econômica Federal, na esquina da rua Marquês do Herval com a 3 de Outubro.

Chama atenção de quem passa neste ponto da área central um jaú no alto do edifício com trabalhadores efetuando a colocação de textura e pintura das paredes. Gerson conta que ele está coordenando os trabalhos da equipe. “Estou há 31 anos neste ofício. Comecei jovem fazendo pinturas e revitalizando espaços. Algumas pessoas me questionam como consigo trabalhar nas alturas. Acho engraçado. Não vejo nada demais. Para mim é algo normal”

CUIDADO E ATENÇÃO

Apesar de acostumado com esse trabalho, Gerson Martins explica que o trabalho nas alturas exige muita atenção do profissional, principalmente no quesito segurança. “Quando você trabalha nesta situação, além de você cuidar de si próprio precisa estar atento com o colega ao lado Quando termina sua tarefa deve ficar observando o trabalho de quem está ao lado. O esforço mútuo garante a segurança de todos.”

EQUIPAMENTOS DE SEGURANÇA

A atenção apenas, porém, não basta. São necessários equipamentos de segurança para reduzir os riscos de acidentes. Ele explica que para trabalhar nestas condições utiliza um jaú com estrutura metálica suspensa por cabos de aço em quatro espias. “Duas são para subir e descer e as outras duas trava-quedas. Além disso, utilizamos capacetes, botas, cordas de paraquedismo, cinto de segurança e outros equipamentos de proteção individual (EPIs) exigidos pelas normas de segurança. Também temos uma rede que fica embaixo do jaú para evitar que ocorra a queda de algum fragmento de concreto ou material em pedestres que possam estar circulando pela calçada. Seguimos as exigências legais pra evitar qualquer tipo de acidente. O cuidado não é apenas com sua vida, mas das outras pessoas também.”

Martins relata ainda que as pessoas o abordam perplexas diante dos riscos de trabalhar nas alturas. “Muitas fazem perguntas, enquanto outras tiram fotos por curiosidade ao ver a gente nas alturas. Quanto me questionam conto que não sinto vertigem. Me costumei com esse trabalho. Já trabalhei em prédios mais altos de 10 e 11 andares aqui em Santo Ângelo. É engraçado ver a expressão delas quando me observam trabalhando nas alturas.”

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