Professores paralisam atividades em escola de Canoas após agressão a educadora

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Lucas de Campos 25 março, 2015 Fonte:

Profissionais reclamam de atitudes tomadas pela Secretaria de Educação

Os professores da Escola Municipal Irmão Pedro, em Canoas, paralisaram as atividades na tarde desta terça-feira (24), depois que uma professora foi agredida e arrastada pelos cabelos pela mãe de um aluno dentro da unidade de ensino, no dia 4 de março. O caso só foi divulgado hoje, depois das providencias tomadas pela prefeitura do município.

No início da tarde, mais de 25 professores realizaram um protesto em frente à escola com cartazes que condenavam o ato da agressora. A Guarda Municipal acompanhou a manifestação. As aulas foram suspensas até amanhã. Conforme a presidente do Conselho Escolar, Maria Inês Abulgerie, os profissionais pedem providências à Secretaria da Educação que não remanejou os alunos e sim a professora.

“Nós queríamos que os alunos que são filhos da mulher que agrediu a professora fossem transferidos para outra escola, e não a própria professora que foi vítima dessa história. Além disso, a Secretaria de Educação ameaçou que se parássemos as atividades os professores contratados poderiam ser demitidos. Eles pediram para que não levássemos a público a agressão”, relatou.

Conforme a professora de matemática, Rosana Fiuza, que presenciou a agressão, a professora ficou muito abalada. “Nós conseguimos ouvir os berros e quando saí da minha  sala de aula a professora estava sendo arrastada na frente de todos os alunos. Eu me sinto pressionada e com medo”, disse

A escola está sem professor de história depois da transferência da profissional que foi agredida. Procurada pela reportagem, a vítima, que prefere não se identificar, disse que está sofrendo pressão por parte da secretaria que a acusa de expor as crianças. Além disso, ela diz que deve contratar um advogado e entrar com um processo.

Segundo relatos de testemunhas e da professora a agressão aconteceu após o aluno do 6º ano chegar na sala de aula com 30 minutos de atraso. A professora orientou que o estudante pegasse uma autorização na supervisão da escola e retornasse à sala. Segundo ela, o aluno voltou com a mãe que começou a agredi-la. 

De acordo com a prefeitura de Canoas, a professora escolheu uma nova escola para trabalhar, além disso foi feito o registro da ocorrência na Polícia Civil e o caso está sendo investigado.

O secretário municipal da Educação Eliezer Pacheco afirma que a prefeitura entrou com representação no Ministério Público (MP) contra o sindicato por dano causado a crianças, com a paralisação das atividades.

Fonte: Rádio Gaúcha

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