Produção e produtividade são recordes apesar de clima irregular, aponta Rally da Safra 2018

Uma das equipes passou por Palmeira das Missões este mês. Foto:Eduardo Monteiro.
bernardi 27 março, 2018 Fonte: Carol Silveira Assessoria de Comunicação

A safra brasileira de soja 2017/18 não foi perfeita: na maior parte do país a regularidade do clima contribuiu para novos recordes, em algumas regiões o plantio atrasou, enquanto noutras áreas houve períodos de estiagem que puseram em risco o potencial produtivo. Mesmo assim, segundo a Agroconsult, organizadora do Rally da Safra, a produção deverá alcançar 118,9 milhões de toneladas – contra 114,6 milhões de toneladas na safra passada – e produtividade média de 56,5 sacas por hectare (55,8 sacas por hectare em 2016/17). A área plantada cresceu para 35,1 milhões de hectares (ante 33,9 milhões de hectares em 2016/17). Essas são as estimativas do Rally da Safra 2018, principal expedição técnica privada para monitoramento da safra de grãos no País, que esteve em campo de janeiro a março.

O clima irregular provocou perdas pontuais nas regiões Oeste e Norte do Paraná, na metade Sul do Rio Grande do Sul, no Sudeste do Mato Grosso e no Sudoeste de Goiás. Mas essas questões foram compensadas por chuvas regulares que trouxeram excelente desempenho para o Piauí, Tocantins, Oeste da Bahia, Noroeste de Minas Gerais, Médio Norte e Oeste do Mato Grosso, Leste de Goiás, Mato Grosso do Sul e Planalto Gaúcho.

“No início da safra, havia apreensão por conta do La Niña, que não se concretizou. A chuva irregular trouxe atraso no plantio. Na sequência, eventos climáticos afetaram áreas de produção importantes. Esse cenário indicava uma safra menor, mas, ao final, tivemos produção e produtividade acima das expectativas”, explica André Pessôa, sócio diretor da Agroconsult. “Se o clima tivesse repetido o desempenho ou fosse tão regular quanto no ano passado, a safra brasileira de soja teria passado de 120 milhões de toneladas”.

Confirmando o que as equipes do Rally da Safra verificaram no ano passado, as lavouras demonstraram um novo patamar de potencial produtivo. “Os materiais que estão no campo apresentam tetos produtivos muito altos. Quem está investindo em tecnologia tem retorno e acaba se afastando da média dos produtores”, afirma Pessôa. Somente as lavouras de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul não bateram recordes de produtividade.

A atenção agora está voltada ao milho segunda safra. Até o momento, o clima favorece seu desenvolvimento e a produtividade também poderá surpreender.

Roteiro

Nesta 15ª edição do Rally são 12 equipes em campo, das quais nove avaliarão as lavouras de soja até o mês de março. Outras três vão a campo entre maio e junho para verificar as áreas de milho segunda safra. O levantamento acontecerá em 500 municípios nos 13 principais estados produtores que correspondem a 95% da área de soja e 72% da área de milho: Mato Grosso, Paraná, Mato Grosso do Sul, Goiás, Distrito Federal, Minas Gerais, São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Bahia, Maranhão, Piauí e Tocantins. Serão percorridos aproximadamente 100 mil quilômetros.

A expedição fará dez eventos regionais – com objetivo de divulgar dados da safra e apresentar cenários de mercado – e 35 cafés com produtores – para levantar expectativas sobre a safra da região e debater temas importantes para o setor. Diversas entrevistas com produtores e técnicos ao longo do percurso serão realizadas para validar as informações coletadas a campo. A estimativa é amostrar 1500 lavouras e contatar 3.000 produtores.

As atividades em campo do Rally da Safra tiveram início no dia 15 de janeiro com a Equipe 1 no Mato Grosso. A Equipe 2 foi para as regiões Norte e Oeste do Paraná entre 22 e 24 de janeiro. Depois seguiu para o Mato Grosso do Sul cobrindo toda a região Sul até chegar a Campo Grande, finalizando a etapa no dia 27 de janeiro.

De 29 de janeiro a 3 de fevereiro, a Equipe 3 esteve na região do Sudoeste de Goiás e no Sudeste do Mato Grosso para fazer o levantamento das lavouras de ciclo precoce da soja. Já a Equipe 4 retornou ao Mato Grosso para avaliar a soja de ciclo médio e tardio na região do Médio-Norte do estado. A Equipe 5 foi ao Nordeste do Mato Grosso, finalizando o levantamento de soja no Estado.

Em seguida, a Equipe 6 percorreu Goiás e Minas Gerais entre os dias 5 e 9 de março. Técnicos da Equipe 7 estiveram nas regiões de Holambra, Itapetininga, Paranapanema, Capão Bonito e Itapeva, em São Paulo, e depois seguiram para o Centro e Sudoeste paranaense. A Equipe 8 avaliou as lavouras no Sul do Brasil nas regiões de Chapecó (SC), Palmeiras das Missões, Santa Rosa, Cruz Alta e Passo Fundo, no Rio Grande do Sul. Já a Equipe 9 finalizou a etapa de soja no Maranhão, Piauí, Tocantins e Bahia.

Nesta edição, outras três equipes avaliarão o milho segunda safra entre os dias 14 de maio e 8 de junho no Mato Grosso, Goiás, Mato Grosso do Sul e Paraná.

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