Primeiro dia da greve em Santo Ângelo

A greve do servidores públicos foi aprovada em assembleia conjunta entre diversas categorias do funcionalismo gaúcho nesta terça-feira, 18
Lucas de Campos 19 agosto, 2015 Fonte:

A greve do servidores públicos foi aprovada em assembleia conjunta entre diversas categorias do funcionalismo gaúcho nesta terça-feira, 18. Programada para prosseguir até a sexta-feira, 21, a greve é uma resposta dos trabalhadores às medidas adotadas pelo governador José Ivo Sartori para driblar a crise financeira. O governo determinou o corte do ponto de grevistas. Entenda como deve funcionar os serviços prestados pelos servidores:

 

SEGURANÇA  PÚBLICA

A "Operação Dignidade" foi deflagrada. Viaturas e equipamentos que estão em situação de ilegalidade ou precariedade estão fora de circulação. Para além do parcelamento dos salários o Capitão Régis Copetti, comandante do 7º RPMon destaca outro ponto, “É um desafio  manter um policial motivado em um país em que, em algumas situações, se faz a prisão em flagrante e o delinqüente sai da delegacia antes do policial, é difícil manter-se motivado quando trabalha-se e não se vê um resultado efetivo”, desabafa.

De acordo com o Presidente do Sindicato dos Escrivães, Inspetores e Investigadores de Polícia (Ugeirm), Isaac Ortiz somente 30% dos serviços serão mantidos nas delegacias. Apenas os casos graves serão atendidos pela Polícia Civil. Os delegados declararam solidariedade aos servidores, mas decidiram manter as suas atividades normalmente, sem aderir à greve.

Às 16h desta quarta-feira, o Corpo de Bombeiros decidirá, em uma reunião do comando, se serão realizadas vistorias em prédios públicos em protesto contra o parcelamento dos salários e outras medidas do governo.

 

EDUCAÇÃO 

De acordo com a 14ª CRE, algumas escolas de Santo Ângelo estão com as aulas paralisadas. Segundo a presidente do Cpers, Helenir Schürer, a orientação é que os pais não levem os filhos às escolas.

 

BANCOS

Há a tentativa de uma liminar à Justiça solicitando autorização para fechar as agências por falta de segurança — assim como ocorreu no início do mês após o anúncio do parcelamento de salários. O Sindicato dos Bancários de Porto Alegre e Região (SindBancários) confirma, na voz do presidente Everton Gimenis, que não estão previstas paralisações e as agências devem funcionar normalmente. 

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