Primeira soja transgênica do Brasil tem DNA paranaense

A nova tecnologia é tolerante a herbicidas da classe das Imidazolinonas. Sobrevive a aplicações de defensivos alternativos aos glifosado, o mais usado na agricultura.
Lucas de Campos 25 agosto, 2015 Fonte:

A safra 2015/16 será marcada pela entrada de uma nova soja transgênica no circuito comercial. Nesta terça-feira (25), a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e a Basf lançam, em Brasília, a tecnologia Cultivance.

O novo sistema de produção é a primeira soja geneticamente modificada totalmente desenvolvida no Brasil, mais especificamente nos campos do Paraná. Ao longo da década passada, o estado foi o palco para os testes científicos no processo de registro do grão e experimentos de produtividade.

A liberação comercial da semente pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) ocorreu em dezembro de 2009. Porém, mesmo assim, as empresas optaram por não colocar o produto no mercado brasileiro até a aprovação técnica dos principais compradores da soja nacional.

Em junho de 2013, a tecnologia foi aprovada pela China e, nove meses depois, pelos Estados Unidos. A chancela do último grande mercado consumidor da oleaginosa brasileira, a União Europeia, aconteceu em abril deste ano.

Com esses avais, a comercialização no Brasil começa com força total nas principais regiões produtoras do Paraná, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás, Bahia e Minas Gerais. Ainda não existe informação de qual o valor será cobrado pelo uso da tecnologia. De acordo com o vice-presidente da Unidade de Proteção de Cultivos da Basf no Brasil, Francisco Verza, as empresas estão “avaliando com a cadeia de soja e representantes do poder público um parâmetro justo de precificação”.

A nova tecnologia é tolerante a herbicidas da classe das Imidazolinonas. Sobrevive a aplicações de defensivos alternativos aos glifosado, o mais usado na agricultura.

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