Primeira sessão da Câmara começa com muitas cobranças ao Executivo municipal

Foto: Marcos Luft
Sepé Tiaraju 6 fevereiro, 2019 Fonte: A Tribuna

O presidente do Legislativo, Dionísio Faganello (DEM) conduziu, na segunda-feira, 4, os trabalhos da primeira sessão da Câmara de Vereadores de Santo Ângelo. Também presentes na abertura o vice-presidente, Maurício Loureiro (PDT), e o secretário Vinicius Makvitz (MDB).

Apesar de ser a primeira sessão, marcando o início dos trabalhos do ano legislativo, a sessão foi bastante movimentada, principalmente durante o espaço “Pinga Fogo” quando os parlamentares fizeram muitas cobranças ao Poder Executivo municipal. As críticas não apenas da oposição, mas também de vereadores da base de apoio do governo que cobraram mais agilidade do Município para atender as demandas da comunidade da cidade e do interior.

ESTRADAS PRECÁRIAS

A vereadora Jacqueline Possebom PDT, por exemplo, lamentou que ainda não tenha sido colocada pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente uma placa sinalizando a proibição de descarte de lixo em área próxima ao bairro Jardim das Jacqueline cobrou providências do secretário de Meio Ambiente, Francisco Medeiros. Também criticou a demora da recuperação de estrada na Esquina Maria Luiza, na Restinga Seca. A vereadora relatou a dificuldade da agricultora Lúcia no escoamento da sua produção leiteira devido a precariedade da estrada. “Estou cansada dessa demora. Quem quer faz e quem não quer dá desculpa. Esse é um problema não apenas da Restinga Seca, mas que se repete em outras localidades do interior”.

O presidente da Câmara, Dionísio Faganello, também cobrou providências do Executivo, relatando o clamor dos produtores rurais por melhorias nas estradas do interior. “Eles não aguentam mais a situação precária das estradas. Os agricultores querem ajuda. Pedem colocação de sarjetas diante do grande fluxo de chuvas que acabam danificando as estradas. É preciso que se faça alguma coisa”, cobrou o edil.

Nesta mesma linha o vereador Rodrigo Trevisan lembrou o sofrimento das pessoas que vivem no interior pela precariedade das estradas. “Essa falta de manutenção das nossas estradas dificulta o escoamento da produção, gerando mais custo e prejuízos. “Neste momento, o produtor rural precisa da recuperação da estrada para o escoamento da safra de milho. Depois teremos a colheita da soja. Precisamos desenvolver um planejamento eficiente e manter o trabalho de manutenção das nossas estradas”.

LIXÕES CLANDESTINOS

O vereador Valdonei da Luz (PDT), da base do governo, também demonstrou seu descontentamento com a atual situação. Disse que ficou perplexo ao ver a quantidade de lixo na encosta do arroio Itaquarinchim em trecho entre a rua Tiradentes e a avenida Sagrada Família. O edil salientou ser preciso mudança de mentalidade e que sejam buscados outros meios de descarte do lixo.

O vereador Valter Mildner (Rede) também falou sobre o problema dos lixões clandestinos e citou a reportagem do jornal A Tribuna denunciando o descarte de lixo em diferentes pontos da cidade. Para o vereador além da falta de consciência das pessoas existe a necessidade de mais fiscalização por parte do poder público.

PERDA DE EMPREENDIMENTOS

Já a vereadora Zilá Andres (PP) relatou que Santo Ângelo vem perdendo empreendimentos para municípios vizinhos, nos últimos anos, pela falta de visão da administração municipal. “Estamos perdendo empreendimentos para outras cidades. A competência dos gestores de Entre-Ijuís, por exemplo, que por meio de uma política de incentivos conseguiu a transferência da fábrica de sorvetes da Crebom de Santo Ângelo para aquele município. A fábrica está ampliando sua produção e conseguiu apoio de Entre-Ijuís. Outro exemplo é o município de Ijuí que mediante ação empreendedora está viabilizando a instalação de uma unidade da loja Havan.”

EXTINÇÃO DO 13º SALÁRIO

Já o vereador Lucas Lima (MDB) salientou que os edis deveriam dar o exemplo na redução de gastos. “Na próxima sessão vou falar deste projeto que prevê a extinção do 13º salário para os vereadores. Precisamos acabar de vez com essas mordomias. Se tivéssemos acabado com o 13º salário antes teríamos economizado mais de R$ 150 mil em dois anos. E caso tivéssemos acabado com os cargos de assessores teríamos economizados mais R$ 1,5 milhão. A população precisa de mais saúde e educação.”

PROJETOS VOTADOS

Na oportunidade também foram votados e aprovados pedidos para realização de homenagem ao Dia Internacional da Mulher, aos 90 anos da Acisa, os 119 anos da Farmácia Licht. Também teve aprovação de requerimento que solicita especificação de “carga e descarga” em determinadas ruas do município.

No espaço das entidades, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Santo Ângelo (STR), Daniel Casarin, e o deputado estadual Eduardo Loureiro fizeram uso da palavra.

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