Presidente da FIERGS traça panorama negativo na economia neste ano

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Lucas de Campos 23 fevereiro, 2015 Fonte:

O ano de 2014 sofreu retração na produção industrial do Rio Grande do Sul, e, de acordo com o presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), 2015 será ainda mais difícil. Em entrevista concedida a rádio Sepé,  Heitor José Müller, disse que a única coisa que aumentou no Estado foi a massa salarial, mas, em compensação, o emprego baixou 1,8% nos indicadores da indústria.“Com a questão da energia elétrica aumentando e o impacto do aumento dos impostos, temos mais adversidades neste ano do que em 2014”.O presidente ainda afirmou não enxergar “uma luz no fim do túnel”. Segundo ele, não se viu nada de concreto no corte das despesas e o governo está gastando mais do que arrecadando. Sobre a dispensa de funcionários em diversas empresas do estado, Müller afirmou que o fato continua: “As pessoas não anunciam mais para não causar um efeito muito negativo na sociedade” disse.Entre as alternativas citadas para uma melhora na situação econômica do Estado, o presidente da Fiergs diz que conseguir mais parceiros internacionais é o primeiro passo para reconquistar o mercado interno. “Tivemos um câmbio desfavorável para exportação mas favorável para importações. O governo precisa abrir as portas para que possamos negociar mais e melhor com os EUA e União Europeia”, afirma.Os cursos técnicos são uma das alternativas para treinar e preparar as pessoas para as fábricas. Porém, de acordo com Müller, os alunos chegam às aulas com pouco conhecimento, principalmente em informática e inglês, e isso se deve a precariedade do ensino fundamental. “Temos que melhorar a educação fundamental que está muito defasada”, finaliza.

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