Presidente da Associação da BM também quer parcelar o serviço

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Lucas de Campos 10 março, 2015 Fonte:

A notícia sobre o parcelamento dos salários para os servidores públicos do Estado do Rio Grande do Sul, anunciada pelo governador José Ivo Sartori, está causando reações contrárias em vários sindicatos e associações do funcionalismo.

A previsão é de que amanhã aconteça o anuncio de um calendário de parcelamento, pois conforme integrantes da Secretaria da Fazenda envolvidos no estudo, o atraso é inevitável, principalmente para funcionários com salários maiores. O motivo é a queda na arrecadação em relação ao início do ano, quando houve o pagamento antecipado do IPVA.

Ao conceder entrevista no programa Aldeia Global, o presidente da Associação Beneficente dos servidores da Brigada Militar, disse que o clima é de preocupação e insatisfação de todos os 12 mil brigadianos que fazem parte da entidade.

Conforme Leonel Lucas, a Associação já está com uma ação judicial pronta, onde buscará garantir o cumprimento do artigo 100 da Constituição Federal, referindo-se ao pagamento integral aos servidores públicos.

Mesmo com o Palácio Piratini garantindo que os policiais militares não receberão em atraso, a associação dos servidores da Brigada, dizem que a instabilidade é constante na tropa, pois como já houve o corte nas horas extras e a colocação de policiais que faziam serviço administrativo no policiamento, não existe garantia de que os salários não serão parcelados.

Leonel Lucas, deixou claro durante a entrevista que caso isso aconteça, haverá também um parcelamento no trabalho. Sem dar detalhes de como isso se dará na prática, o presidente da Associação frisou que poderá ser deflagrada operação padrão ou tartaruga.

A proposta do Estado é de que servidores e inativos que recebem mais do que o teto a ser estabelecido pelo governo seria de, no máximo 4 mil reais, teriam o salário parcelado. O valor do teto seria depositado no dia 27 de março, data do pagamento da folha do funcionalismo estadual. O excedente seria dividido em três vezes em abril, ou seja, nos dias 10, 20 e 30.

Quem recebe até o valor do teto, isso quer dizer a maioria do funcionalismo teria todo o valor depositado normalmente. O pagamento em partes afetaria os servidores e inativos que ganham mais do que o teto a ser definido pelo Piratini para o parcelamento.

 

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