Prefeito de Ijuí explica motivos da não abertura da UPA

Prefeito Fioravante Ballin de Ijuí
Lucas de Campos 21 setembro, 2016 Fonte:

O prefeito de Ijuí, Fioravante Ballin do PDT, disse hoje pela manhã no programa Aldeia Global, que abrir a Unidade de Pronto Atendimento no momento atual é completamente inviável.

            A UPA de Ijuí foi inaugurada em novembro de 2014, e conforme o prefeito, sem alteração em portaria do Ministério da Saúde é inviável financeiramente, possuindo também diversos problemas que impossibilitam o inicio das atividades.

            Durante a entrevista, o prefeito Ballin, comentou que juntamente com a Famurs, participou de audiência com o Ministro da Saúde Ricardo Barros e com o Ministro do Tribunal de Contas da União, João Augusto Nardes, buscando alteração na portaria 342, do dia 4 de março de 2014, que regulamenta o funcionamento das UPAs.

            Disse ainda o prefeito que desde 2013, os repasses de custeio dessas Unidades não são reajustados, o que causa um problema ainda maior aos municípios que são obrigados anualmente a corrigir os salários dos servidores da saúde, devido às perdas inflacionárias.

            Acredita o prefeito de Ijuí que está no seu segundo mandato pelo PDT, que o Ministério da Saúde deverá em breve tomar uma providencia com o problema das centenas de UPAs existentes no país.

            “Novas alterações na portaria são urgentes, pois do jeito que está é impossível se abrir essas unidades 24 horas. Precisamos que o Ministério da Saúde e o governo do Estado também ampliem a cobertura de incentivo financeiro para atender os custos da implantação da UPA”, afirmou Fioravante Ballin.

            O que diferem as Unidades de Pronto Atendimento de Ijuí para Santo Ângelo? A diferença para começar é enorme. A UPA de Ijuí é de porte UM que abrange municípios com o máximo 100 mil moradores. Já a de Santo Ângelo que é de porte dois, deve atender uma população de até 200 mil habitantes.

            Além disso, existe o custo de manutenção que vai desde o número de profissionais de saúde. Para a UPA de Ijuí, porte UM, são necessários 108 profissionais de saúde, com um custo mensal de 600 mil reais.

            Já a UPA de Santo Ângelo que tem o porte dois, ou seja, o dobro da de Ijuí, são necessários 154 funcionários da área da saúde e o seu custo de manutenção mensal, passa de 1 milhão e 200 mil reais.

            Outro detalhe interessante repassado pelo prefeito de Ijuí, Fioravante Ballin durante a entrevista para a rádio Sepé, é o de que ao abrir a UPA, o município deve garantir o pagamento dos servidores e também todo o material de trabalho, como por exemplo, remédios em até seis meses, pois esse é o período que o Ministério da Saúde leva para vistoriar a UPA e daí liberar o primeiro repasse do dinheiro para o seu custeio. 

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