Para vice-presidente da Afocefe, crise financeira do RS é efeito de sonegações

De acordo com ele são sonegados 7 bilhões por ano
Lucas de Campos 28 agosto, 2015 Fonte:

O assunto “crise financeira do RS” nunca esteve tão em pauta nos últimos anos como está agora. O momento atual da economia do Estado preocupa os gaúchos. Em entrevista à Rádio Sepé na manhã desta sexta-feira, 28, o Vice-Presidente do Sindicato dos Técnicos da Receita Estadual – Afocefe, Gilberto da Silva, falou sobre esse assunto, “Não somos o único Estado que está em enfrentando uma crise financeira, mas é no RS em que a crise financeira está mais aguda por um problema que se estenda a mais de 40 anos, em que não se consegue nunca arrecadar mais do que se dá”, destacou.

Para ele o grande vilão da Crise é a falta de evolução na receita do ICMS, “Nós entendemos que a Receita Estadual tem trabalhado de forma equívoca quando ela trabalha única e exclusivamente com a informação que é dada pelo contribuinte”, acentua. Ainda de acordo com Gilberto, através de um estudo constatou-se que existe uma sonegação no Estado na ordem de 7 bilhões anualmente. Hoje a arrecadação bruta do Estado é de 25 bilhões, portanto 27% de ICMS é sonegado.

Hoje, de acordo com o Sindicato Nacional dos Procuradores da Fazenda Nacional, o estado ocupa a 20ª no ranking de arrecadações do ICMS entre os Estados Brasileiros. Gilberto defende a fiscalização na arredação, “Quem mais sofre com isso é o cidadão de bem, que paga seus impostos em dias, porém não tem o retorno que espera do Estado justamente por conta das sonegações”, conta.

A fiscalização protege a economia. Ele salienta que os investimentos para a área da fiscalização deveriam ser maiores, “Nos últimos quatro anos a receita estadual gastou 98% dos seus aportes de investimentos na área da tecnologia da informação e apenas 1% na área de fiscalização ostensiva,” finaliza.

 

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