Pacientes de Santo Ângelo recebem da USP a pílula do câncer

Pílula que cura o câncer em Santo Ângelo
Lucas de Campos 24 dezembro, 2015 Fonte:

O paciente santo-angelense de 52 anos portador de câncer, que ingressou na justiça no final do mês de novembro para ser beneficiado pela substancia fosfoetanolamina sintética produzida pelo Instituto de Química da Universidade de São Paulo-USP, recebeu o produto conhecido como pílula que cura o câncer.

         Ele ingressou na justiça estadual com pedido de liminar, que foi concedida pela juíza Marta Martins Moreira, determinando que a USP enviasse a referida substancia. A ação foi movida pela advogada Vanessa Morales Rodrigues.

         A partir disso, a Universidade de São Paulo, interpôs agravo de instrumento em relação à decisão da juíza santo-angelense. A ação feita pela USP não impedia o envio da referida pílula, o que se confirmou ainda na primeira quinzena deste mês de dezembro.

         Segundo a advogada Vanessa Rodrigues, o seu cliente recebeu um total de 90 cápsulas que já estão administradas conforme orientação existente no site da Universidade de São Paulo.

         Como ainda carece por parte do Tribunal de Justiça o julgamento do agravo de instrumento da USP, quando terminar o lote de pílulas, diz a advogada a Universidade é obrigada a enviar uma nova remessa.

         Em entrevista concedida a rádio Sepé, Vanessa Rodrigues informou que outros quatro pacientes que estão em tratamento contra o câncer, sendo 3 mulheres e um homem, também tiveram pedido atendido pela justiça e receberam a pílula do câncer na semana passada.

         Essa substância que promete a cura do câncer está gerando polêmica entre médicos e a discussão foi parar nos tribunais. O produto não passou por testes clínicos, nem tem registro na Anvisa. Mesmo assim, as cápsulas vêm sendo distribuídas e, agora, centenas de pacientes brigam na Justiça para conseguir a substância, que não pode nem ser chamada de remédio.

A fosfoetanolamina sintética começou a ser estudada no Instituto de Química da USP pelo pesquisador Gilberto Chierice, hoje aposentado.

Segundo o ex-professor da USP, a substância ajuda a célula cancerosa a ficar mais visível para o sistema imunológico. Com isso, o organismo combateria as células doentes. Mas a pesquisa nunca passou da fase inicial. O produto não chegou a ser testado cientificamente em seres humanos.

“Os tumores diminuem de volume porque o próprio sistema imunológico do paciente se incumbe disso”, explica Gilberto Chierice.

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