Oito casos de estupro em 2015 foram registrados no município

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Lucas de Campos 18 maio, 2015 Fonte:

A data de hoje, 18 de maio marca o dia nacional de combate ao abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes. Aqui em Santo Ângelo o tema é tratado pela Secretaria de Assistência Social, que desenvolvem atividades preventivas de rede através do CREAS-Centro de Referencia Especializado de Assistência Social.

         Na manhã de hoje junto ao programa Aldeia Global, a psicóloga Fátima Silveira, supervisora técnica da Secretaria de Assistência Social, explicou que data marca a situação em que a criança ou o adolescente é usado para o prazer sexual de uma pessoa mais velha. Ou seja, qualquer ação de interesse sexual, consumado ou não.

Segundo ela, trata-se de um crime de violação dos direitos sexuais das crianças e adolescentes, porque abusa ou explora do corpo e da sexualidade, seja pela força ou outra forma de coerção, ao envolver crianças e adolescentes em atividades sexuais impróprias à sua idade, ou ao seu desenvolvimento físico, psicológico e social.

A psicóloga confirmou que nos primeiros 120 dias de 2015, a delegacia de proteção a criança e ao adolescente já registrou oito casos de estupro em Santo Ângelo. Desde seis casos são intrafamiliar e apenas dois de convivência extrafamiliar das vitimas.

Segundo a especialista a violência intrafamiliar esta presente na vida de muitas crianças e adolescentes por vários motivos, a exclusão e a desigualdade social assim como a reprodução da violência sofrida no passado e o uso de drogas são grandes causadores que incentivam adultos a serem mais violentos com seus filhos.

Fátima Silveira, explicou que a violência sexual pode ocorrer de duas formas distintas. Abuso sexual é qualquer forma de contato e interação sexual entre um adulto e uma criança ou adolescente, em que o adulto, que possui uma posição de autoridade ou poder, utiliza-se dessa condição para sua própria estimulação sexual, da criança ou adolescente, ou ainda de terceiros, podendo ocorrer com ou sem contato físico.

Já a exploração se caracteriza pela utilização sexual de crianças e adolescentes com a intenção de lucro, seja financeiro ou de qualquer outra espécie. São quatro formas em que ocorre a exploração sexual: em redes de prostituição, pornografia, redes de tráfico e turismo sexual.

 

A psicóloga da Secretaria de Assistência Social orientou que uma criança vítima de abuso sexual pode levar para o resto de sua vida sentimentos de vergonha e culpa que a prejudicarão seriamente. Para evitar as dolorosas conseqüências do abuso sexual, a criança precisa falar sobre o que ocorreu, e aos pais deu a dica de que ouçam o que sua filha ou filho tem a contar e acredite neles.

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