MP pede novos documentos sobre morte da mãe do menino Bernardo

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Lucas de Campos 21 fevereiro, 2015 Fonte:

O Ministério Público (MP) de Três Passos, na Região Noroeste do Rio Grande do Sul, solicitou à polícia novos documentos sobre a morte de Odilaine Uglione. A mãe do menino Bernardo Boldrini, assassinado em abril do ano passado, cometeu suicídio em 2010, mas familiares acreditam que ela pode ter sido morta pelo marido, o médico Leandro Boldrini.Além de Leandro, a mulher dele e madrasta da vítima, Graciele Ugulini, a amiga dela Edelvânia Wirganovicz e seu irmão, Evandro Wirganovicz, são acusados de participar da morte do menino. Os quatro estão presos e respondem por homicídio qualificado e ocultação de cadáver.De acordo com o MP, a promotoria de Três Passos solicitou novos documentos sobre o caso. Em até 30 dias, o MP deve se manifestar a favor ou contra a abertura das investigações. O inquérito policial concluiu que Odilaine se matou, mas uma perícia particular contratada pela família aponta a hipótese de homicídio. Em dezembro de 2014, a 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça (TJ-RS) negou um pedido para a reabertura do inquérito. Segundo o TJ-RS, a corte avaliou que o pedido deve ser julgado por um magistrado em primeira instância. O pedido de desarquivamento do inquérito, porém, já foi negado pelo titular do processo na Comarca, juiz Marcos Luís Agostini. Além disso, a defesa da avó de Bernardo perdeu, por um mês e oito dias, o prazo final para recorrer da decisão, disse a Justiça.Cinco anos após a morte de Odilaine, a família dela e parte da comunidade de Três Passos pede a reabertura da investigação sobre o caso. Nesta quinta-feira (19), 30 cartazes com a foto de Bernardo e da mãe, vindo de 11 estados do país e da Argentina, foram colocados em frente ao Fórum e ao MP de Três Passos.A mobilização surgiu de pessoas que acompanham o caso nas redes sociais. “É para que não morra esse caso, que a Justiça seja feita pelo Bê”, afirma a auxilia de coordenação, Zenaide Scherbaum. “Quando vi, começou a chegar banner de tudo quanto é lado para a gente distribuir na cidade. A intenção é distribuir para mobilizar as autoridades”, acrescenta a comerciante Jussara Petry, que era próxima ao menino.

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