Árvore começa a inclinar sobre casa no bairro Indubras e morador critica Justiça

Há quatro anos que familia tenta derrubar uma árvore de guapuruvu no bairro Indubras (Cristiano Devicari)
Sepé Tiaraju 19 maio, 2018 Fonte: A Tribuna

Uma árvore de guapuruvu vem causando polêmica no bairro Indubras, em Santo Ângelo. A planta cresceu tanto que hoje está com mais de 15 metros de altura e com 32 metros de diâmetro e já coloca em risco uma moradia, localizada na esquina das ruas Valdomiro Ferraz e José Miron Sobrinho.

A moradora da casa, Cleni Vieira, de 47 anos, conta que está preocupada com a situação. Ela revela que cada vez que chove ocorre queda de galhos, danificando o telhado e muitas vezes fechando curto nos fios de alta tensão pela proximidade da árvore com o poste.

 O companheiro de Cleni, Osvaldir da Silva, de 59 anos, explica que na casa vários aparelhos de eletrodomésticos foram danificados em virtude dos curtos na rede elétrica pelo contato dos galhos do guapuruvu com a fiação. “A RGE já esteve aqui no local, assim como representantes da Secretaria de Meio Ambiente, do Corpo de Bombeiros e até mesmo a Defesa Civil quando um cão nosso morreu eletrocutado em virtude desta situação perigosa”, relata.

Osvaldir disse que a família mora há cinco anos nesta moradia e há quatro anos luta para tentar resolver esse problema, cuja solução, segundo Osvaldir, é apenas a retirada da árvore. “Os bombeiros quando estiveram aqui disseram que a madeira dessa árvore tem cerca de 18 toneladas de peso e que coloca em risco a casa. Há, inclusive, um processo na 1ª Vara Cívil de Santo Ângelo sobre o caso. A Justiça determinou que um perito fosse até o local verificar a situação. O profissional era para ter ido em dezembro, mas até hoje não apareceu. Fiz novo contato e a Justiça informou que nomerá novo perito para vir aqui”, revela o morador do bairro Indubras.

Osvaldir lamenta a morosidade da Justiça e acredita que a situação é uma tragédia anunciada. “Estou muito preocupado, pois a árvore está começando a inclinar sobre a casa e não sei o que vai ser da minha família, pois na casa também vive meu filho de 18 anos. Não tenho dinheiro para pagar a retirada desta árvore nativa e se acontecer o pior para quem vou reclamar”, diz o morador.

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