MEC confirma R$ 1,1 bi para quitar dívidas do Fies com universidades

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Lucas de Campos 1 junho, 2015 Fonte:

A Bancada Gaúcha no Congresso e reitores de universidades comunitárias do Rio Grande do Sul foram recebidos quinta-feira, 28, pelo ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro. A pauta do encontro foi o atraso nos repasses federais para as instituições de ensino que disponibilizam matrículas do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). Logo no início da audiência, o secretário-executivo do órgão, Luiz Cláudio Costa, tratou de tranquilizar os reitores ao dizer que a pasta já dispõe de orçamento para saldar os débitos e colocar os pagamentos em dia. “Não há atraso nenhum. A Fazenda liberou os recursos que nós demandamos. Nós liberamos agora R$ 1,1 bilhão e todos têm que receber”, garantiu Costa.Diante do relato dos reitores, que levaram documentos para comprovar o não repasse das verbas, o ministro Renato Janine Ribeiro convocou os diretores do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) para discutir caso a caso. “Se houve erro, falha, resta-nos pedir desculpas e que tenham paciência. O presidente e o diretor do FNDE vão atendê-los e procurar resolver essas pendências o mais rapidamente possível”, destacou Ribeiro. Já a reitora da Universidade Regional da Campanha (Urcamp), Lia Quintana, destacou que grande parte das matrículas da instituição são oriundas do Fies. “Como todas as comunitárias, a Urcamp tem 40% de receita Fies. Então, não tendo tido aporte, nós estamos com dificuldades. É muito importante essa solução para nós”, explicou Lia.Autor de um pedido de auditoria no Fies, o deputado Jerônimo Goergen (PP-RS) destacou a postura do Ministério da Educação em acabar com o impasse. “Agora temos que ver se o montante disponibilizado atende o que é devido pela União às universidades. Mas o importante é que a nossa pressão funcionou. No mesmo momento em que terminou a reunião com o ministro, as instituições já foram ao FNDE para acertar os valores que lhes são devidos”. Jerônimo ressalta que o atraso no repasse das verbas oriundas das matrículas do Fies tem produzido outro efeito negativo. É que as instituições em situação de inadimplência não podem participar do Programa de Estímulo à Reestruturação e ao Fortalecimento das Instituições de Ensino Superior (PROIES), que converteu as dívidas das universidades com a União em bolsas de estudo.

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