Mateus Bandeira é pré-candidato ao Piratini pelo Partido Novo

Consultor de empresas se coloca como representante da renovação política
Lucas de Campos 24 janeiro, 2018 Fonte:

A crise econômica e financeira do Brasil está fazendo com que a classe política enfrente uma rejeição generalizada entre os cidadãos. Diante desta situação, estão surgindo no Brasil algumas vertentes que pretendem promover a renovação da política brasileira.

Nesta quarta-feira, 24, o comunicador Hogue Dorneles, entrevistou durante o Programa Aldeia Global da Rádio Sepé – AM 540, o consultor de empresas, Mateus Bandeira, que é pré-candidato ao Palácio Piratini pelo Partido Novo. Bandeira se coloca no cenário político das Eleições 2018 como representante desta nova vertente no Rio Grande do Sul.

Ao ser questionado sobre a atual situação do país, Bandeira disse que espera que a indignação dos brasileiros se transforme em rejeição à política tradicional dessas Eleições de 2018. “Tudo o que se precisa mudar no país, necessariamente, se faz através da política. Por isso, não adianta fazer a negação da política, mas, foi justamente esta negação da política pelos brasileiros, essa perplexidade com tudo o que se viu é que motivou cidadãos brasileiros de bem, cidadãos comuns como aqueles que fundaram o Novo a se organizar e tentar montar um partido que permitisse que as pessoas dispostas a participar de uma mudança o fizessem sem se contaminar pela política tradicional. Desta forma, surgiu o Novo, que é um partido que não é novo só no nome, mas vem, surge e é formado por pessoas que estão de fora da política, mas que estão dispostas a colocar o próprio nome neste processo de renovação política e disponibilizar uma plataforma de mudança para o país”, ressaltou.

Ao falar sobre a situação financeira do Estado, Bandeira foi veemente ao afirmar que o Rio Grande do Sul é o Estado que mais tributa os cidadãos e isto tem um efeito perverso. “Durante mais de quatro décadas, os governos do Estado permitiram que as despesas subissem mais do que a receita, e foram tentando compensar isto aumentando os impostos sempre que puderam, tomando dívidas e ao mesmo tempo comprimindo os investimentos. Em resumo, o Estado tributa, tira muito do setor produtivo e das pessoas e não consegue entregar de volta nem o serviço mais básico, como segurança pública”.

Para Bandeira este cenário não mudará de um ano para outro, mas é preciso mudar isso. “É preciso voltar a fazer o que foi feito em 2017, ou seja, não permitir que as despesas continuem crescendo, garantir que se possa buscar o máximo de receita, com eficiência na arrecadação e não com aumento de alíquotas e fazer o que é fundamental que é criar um ambiente de negócios mais propício para o investimento, que celebre o investimento, que seja mais atrativo para o empreendedor, que permita que a livre iniciativa funcione, pois este é o único caminho”.

Ainda segundo o consultor de empresas, o que move a economia no mundo inteiro é a livre iniciativa, quem cria riqueza são as empresas, os indivíduos, enfim quem investe. “O Estado, o poder público não cria riqueza, apenas retira dos cidadãos para devolver em forma de serviço, e, infelizmente tem retirado muito e tem devolvido para pequenos grupos”, explicou Bandeira.

Ainda de acordo com Bandeira três pontos principais são fundamentais para que o Estado retome o desenvolvimento: uma agenda de equilíbrio fiscal, a construção de uma agenda para reduzir a atuação do Estado no que não é sua função e transformar o ambiente de negócios, reduzindo a burocracia.

CURRÍCULO

Mateus Bandeira, 48 anos, nasceu em Pelotas e é formado em Informática pela Universidade Católica de Pelotas (UCPel), com especialização em Finanças pela Fundação Getúlio Vargas e Gestão pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Ao longo de 30 anos, Bandeira atuou no setor privado e no setor público foi secretário de Planejamento e Gestão durante o governo de Yeda Crusius (PSDB) e presidente do Banrisul entre 2010 e 2011. Quando saiu do governo Yeda, em 2011, Bandeira assumiu o INDG, maior consultoria de gestão do país, de Vicente Falconi. Cargo que deixou em janeiro de 2017.

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