Manhã foi de protesto dos servidores estaduais em Santo Ângelo

Mobilização envolveu servidores da educação e segurança pública
Lucas de Campos 3 agosto, 2015 Fonte:

         A manhã desta segunda-feira em Santo Ângelo foi de intensa mobilização por parte do quadro de servidores públicos do Estado do Rio Grande do Sul.

         Vários protestos e manifestações publicas aconteceram envolvendo trabalhadores da educação e segurança pública através da Brigada Militar e Polícia Civil.

         A principal mobilização ocorreu em frente a 14ª Coordenadoria Regional de Educação. Os professores que não foram até suas escolas, seguiram determinação do 9º núcleo do Cpers/sindicato e promoveram um ato público de protesto pelo parcelamento dos salários.

         Desde as 7 horas da manhã, um grupo de professores colocou cadeados nos portões da 14ª CRE impedindo o acesso dos funcionários. Houve inclusive um principio de tumulto envolvendo a direção do 9º núcleo do Cpers/sindicato e a coordenadora de educação.

         As professoras Tânia Santiago e Lucia Bardo, utilizando o microfone da rádio Sepé, promoveram um debate publico sobre a situação da educação, o parcelamento dos salários e o acesso dos trabalhadores ao seu local de trabalho.

         A titular da 14ª CRE, solicitava a compreensão da direção do núcleo do Cpers para que permitisse o acesso dos funcionários. Inclusive reclamou que duas servidoras estariam presas dentro do prédio, não tendo acesso a rua.

         Rebatendo a manifestação, a diretora do 9º núcleo, garantiu que ninguém estava impedindo as funcionárias de deixaram o local de trabalho. “O que não vamos permitir é que nenhum outro funcionário da 14ª CRE tenha acesso ao prédio”, disse Lucia Bardo.

         Inclusive a coordenadora de educação Tânia Santiago, chegou a ameaçar que buscaria garantir o direito de ir e vir dos trabalhadores na Justiça, além de chamar a força policial para permitir a entrada dos funcionários no prédio.

         Após muita negociação e somente após a realização de um ato público que terminou as 9h45min é que houve a retirada dos cadeados que estavam trancando os portões de acesso da 14ª CRE. A partir disso, de forma pacifica, os professores deixaram a frente do prédio, assim como os funcionários puderam entrar para trabalhar normalmente.

         Hoje deveria iniciar o segundo semestre letivo na rede pública estadual. Em Santo Ângelo nenhuma das 14 escolas teve aula durante o turno da manhã. Os professores participaram de reunião com as direções e decidiram aderir ao chamado do Cpers/Sindicato e protestar contra o governo do Estado. Agora à tarde o quadro de não atividades escolares será mantido.      

         Na polícia civil, a orientação do sindicato da categoria – Ugeirm é do atendimento somente dos casos graves, como por exemplo, crimes contra a vida. Luciano Dornelles, delegado do núcleo de Santo Angelo, afirmou que não estão sendo cumpridos mandatos de prisão, intimações, serviço de investigação e também o trabalho cartorial.

         Com relação a Brigada Militar, o dia começou com uma reunião entre o comando do CRPO/Missões e também do 7º RPMon. Após decisão de comando, os policiais militares mesmo com clima de insatisfação deram inicio ao patrulhamento normal da cidade.

         Conforme o capitão Copetti, responsável pelo policiamento, apesar da manifestação dos brigadianos contra o parcelamento dos salários, frisou que diante da situação de militares, estão proibidos de participarem de movimento sindical, bem como entrarem em greve.

         Disse o oficial que em Santo Ângelo nenhum policial militar ficou aquartelado, e que as viaturas estão realizando de forma normal o patrulhamento. Garantiu também que o policiamento bancário está acontecendo, assim como as demais escalas de serviço com a utilização do efetivo normal de trabalho.

         Já o presidente interno da Associação dos Policiais Militares de Santo Ângelo, Paulo da Rosa, criticou o parcelamento dos salários, o descaso do governo estadual, afirmando que as regras do governo é instalar o terror e implementar a sensação de insegurança a população.

         Disse o representante dos cabos e soldados da Aspom, que apenas duas viaturas é que estão realizando o patrulhamento. “Uma é do pelotão de operações especiais e outra é da coordenação do policiamento. Faltam viaturas no centro e também nos módulos localizados nos bairros da cidade”, disse Da Rosa.

         Logo mais as 14 horas, professores estaduais, policiais civis e também brigadianos, além dos demais servidores do quadro geral do Estado, estarão concentrados em um ato público marcado para a Praça do Brique. A intenção é demonstrar a sociedade santo-angelense o drama que os funcionários estão passando com o parcelamento dos seus salários.

 

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