Mãe relata momentos de tensão do nascimento ao transporte do bebê até a UTI Neonatal

Foto: Cristiano Devicari/AT
Sepé Tiaraju 30 agosto, 2018 Fonte: A Tribuna

Momentos de desespero e agonia marcaram o nascimento da pequena Helena Beatriz de Faveri. A mãe, Rosane Weizenmann Forsters, de 34 anos, conta que, por volta das 5h45min, no dia 21  de agosto, começou a sentir dor e contrações que não paravam. Diante deste quadro foi levada imediatamente para o Hospital de Caridade de Crissiumal que fica a 6 km de distância da localidade onde mora. Ao chegar ao local recebeu atendimento da medica Letícia de Abreu.

“A médica ginecologista fez de tudo para que eu pudesse segurar o bebê e evitar o nascimento precoce. No entanto, comecei a ter sangramento, dilatação e deslocamento da placenta. Não teve jeito. Às 6h16min da manhã a Helena estava chegando”, conta a mãe.

Neste momento entrou em cena a médica pediatra, Alexandra Bastos Coelho, que fez o trabalho de parto. A pequena Helena nasceu com 1.10 quilos. Ela enrolada em sacos plásticos para que o corpo se mantivesse aquecido. Para o controle da respiração do bebê utilizou-se um ambu – equipamento que garantiu a ventilação artificial do pulmão com oxigênio.

A mãe relata o desespero dela e da família após o nascimento do bebê. “A respiração da minha filha era mantida por bombeamento manual, e não havia leito de UTI Neonatal na nossa região e a médica foi categórica: A pequena teria no máximo cinco horas de vida. Lembro que foi uma agonia essa notícia”, diz Helena.

Após vários contatos conseguimos leito na UTI Neonatal do Hospital Santo Ângelo. “A minha pequena saiu do Hospital de Caridade de Crissiumal às 12 horas e chegou no Hospital Santo Ângelo às 13h45min. Foi um momento de desespero. As técnicas de enfermagem revezavam a manutenção do bombeamento de oxigênio através do aparelho manual até chegar em Santo Ângelo. Mesmo sendo uma situação crítica para um bebê prematuro, graças a Deus ela pode chegar com vida no hospital”, diz.

FAMÍLIA

O esposo, Davi Luciano de Faveri, ficou em Crissiumal com a mãe de Rosane, cuidando dos filhos de 9 e seis anos. “Tenho uma menina e um guri que estão indo na escola. Minha mãe está cuidando deles neste período enquanto estou aqui em Santo Ângelo.

Rosane conta que teve uma gravidez normal, mas que nos últimos meses passou por momentos de estresse. “Lembro que cheguei a ser internada por três dias e depois retornei para a casa”.

Helena vai ficar internada no Hospital Santo Ângelo até completar dois quilos de peso e o tempo mínimo previsto de internação neste caso é de sete semanas.

Ela nasceu com 1,10 quilos m somente deixará o hospital quando completar dois quilos e a previsão que no mínimo sete semanas para dar previsão de alta.

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