Lixões clandestinos: falta de consciência ou de fiscalização?

Acúmulo de lixo é tanto que está invadindo a rua Alfredo Leopoldo Fet no bairro Ghellar
Sepé Tiaraju 2 fevereiro, 2019 Fonte: A Tribuna

Falta de consciência das pessoas ou de fiscalização por parte do poder público. Esse é o questionamento de muitas pessoas que vivem próximas aos lixões clandestinos, presentes em diferentes pontos da cidade. Um exemplo desta realidade é o trecho da rua Alfredo Leopoldo Fet, entre as avenidas Brasil e Sagrada Família, próximo ao arroio Itaquarinchim, no bairro Ghellar. Neste local vem recebendo de forma irregular descarte de móveis velhos, peças de oficinas de chapeamento, animais mortos, lixos domésticos e de estabelecimentos comerciais e entulhos de construção.
Os moradores das proximidades estão revoltados com a situação que a cada somente piora. Bárbara Rochemback Antunes conta que não bastasse a grande quantidade de lixo despejado na área de preservação ambiental há pessoas que colocam fogo, resultando numa grande quantidade de fumaça que acaba deixando cheiro nas roupas que ficam expostas ao sol para secar – algo que causa transtornos.
“Não consigo entender porque as pessoas insistem em jogar lixo aqui. Quando chove acumula água em meio ao lixo e entulho. Isso é preocupante por causa do mosquito Aedes aegypti que causa a dengue e outras doenças. Como resolver isso? Penso que os órgãos responsáveis precisam agir e responsabilizar as pessoas que largam lixo aqui no bairro. Há coleta seletiva de lixo e não justifica as pessoas fazerem isso. Estive na Polícia Ambiental pedindo providências, mas me disseram que isso não é atribuição deles e sim da Secretaria Municipal de Meio Ambiente”, observa Bárbara.
Outra moradora do bairro Ghellar que lamenta essa situação é Ângela Bohn que relata que muitas vezes tem que recolher as roupas do varal e colocar dentro de casa diante de tanta fumaça. “Moro nesta casa pouco tempo, mas no bairro vivo há mais de cinco anos. A situação não muda. Penso que o poder público deveria endurecer a fiscalização, pois os veículos, na maioria das vezes, jogam lixo na área de preservação ambiental no final da tarde. Se tivesse um pouco mais de boa vontade penso que Prefeitura de Santo Ângelo, Ministério Público e Promotoria poderiam juntas atuar para o enfrentamento deste problema.
Ângela relata que tem visto muito lixo eletrônico também sendo despejado neste ponto do bairro. “Acredito que a destinação do resíduos eletrônicos e de lâmpadas é muito precária na cidade, poderia avançar e a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e as empresas que comercializam esse material poderiam ajudar. Apesar desta dificuldade, acredito que esse fato não justifica o que vem ocorrendo por aqui. Penso que é falta de consciência das pessoas e de fiscalização.

Bárbara Rochemback Antunes


Ângela Bohn

Notícias Relacionadas

  • Sepé Tiaraju 12 julho, 2019

    Definida programação da Semana da Pátria 2019

    Os integrantes da Comissão Organizadora da Semana da Pátria 2019 estiveram reunidos no auditório da ...

    Leia mais >
  • Sepé Tiaraju 11 julho, 2019

    Inter perde para o Palmeiras por 1 a 0

    Tal como na partida do Campeonato Brasileiro, o Inter caiu na armadilha do Palmeiras, no ...

    Leia mais >
  • Sepé Tiaraju 11 julho, 2019

    Grêmio empata com o Bahia

    Depois de um mês de interrupção no calendário do futebol brasileiro, decorrente da realização da ...

    Leia mais >
© Copyright 2017, Todos os direitos reservados.