Ingleses oferecem 15 milhões de euros, e Inter pede 72 horas para definir venda de Aránguiz

As arestas da transação deverão ser definidas até sexta-feira
Lucas de Campos 29 julho, 2015 Fonte:

Uma verdadeira guerra de empresários envolve o negócio com Charles Aránguiz. Com a ajuda de representantes brasileiros, agentes da França, da Alemanha e da Inglaterra fazem da contratação do volante campeão da Copa América uma partida de pôquer. O maior lance até agora foi colocado na mesa nesta terça-feira pela manhã.

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O presidente Vitorio Piffero recebeu em mãos a proposta no valor de 15 milhões de euros (R$ 55,7 milhões) para liberar o chileno para o futebol inglês. Os ingleses receberam ainda uma carta de prioridade na negociação. Ou seja: apenas uma proposta superior aos 15 milhões de euros tiraria Aránguiz do Leicester. As arestas da transação do volante deverão ser definidas até esta sexta-feira.

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Há dois empresários envolvidos na venda de Aránguiz. Jorge Machado representa o Leicester-ING e o Olimpique de Marselha-FRA. André Cury tem a oferta alemã, do Bayer Leverkusen. Os três clubes tentam seduzir o Inter desde dias antes da segunda partida da fase semifinal da Copa Libertadores, diante do Tigres, do México. Piffero não aceitou conversar para dar foco à decisão. O presidente não gostaria que fatores extra-campo influenciassem o desempenho do time de Diego Aguirre em Monterrey, principalmente o de Aránguiz. Não conseguiu. Desde seu retorno da Copa América, Aránguiz já havia informado à direção que seguiria para a Europa tão logo a participação do Inter na competição sul-americana se encerrasse.

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Machado encaminhou a Piffero, na segunda-feira pela manhã, a carta timbrada do Leicester com a oferta de 15 milhões de euros. Estavam presentes na reunião o executivo Roberto Moreno e o advogado André Ribeiro, do Grupo DIS, ligado a Delcir Sonda, dono de 50% do passe de Aránguiz . É a maior quantia oficial até agora oferecida aos gaúchos pelo camisa 20.

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Os representantes do clube inglês também estão na Capital. Desembarcaram nesta segunda-feira no Salgado Filho para acompanhar de perto as conversas com Piffero. Empolgaram-se ao saber que a oferta é superior aos valores apresentados pelos franceses do Olimpique de Marselha, que oficialmente ofereceu pouco mais de 9 milhões de euros (R$ 33,4 milhões) — mas prometeu, verbalmente, subir para 12 milhões de euros (R$ 44,6 milhões) — e pelos alemães do Bayer Leverkusen, que também acenaram, formalmente, com 9 milhões de euros.

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Com a garantia dos 15 milhões de euros, o Inter autorizaria a conversa com o representante de Aránguiz. Ainda que a imprensa alemã destaque que o jogador deseja atuar naquele país, a oferta salarial do Leicester deve atrair o chileno. Na Inglaterra, a informação é que o camisa 20 receberia, anualmente, cerca de 2,5 milhões de libras (R$ 13,1 milhões).

— Falamos ao telefone com o Fernando (Felicevich, empresário argentino que agencia Aránguiz). O atleta, realmente, prefere ir a Alemanha. Mas o valor que o Leicester vai oferecer a ele é maior que a quantia que ele ganharia na Alemanha ou na França. Além disso, o salário é em libra, que vale muito mais. Será um negócio bom para ele, bom para o Inter e bom para nós — resumiu Moreno, apontando o clube inglês como o número 1 na negociação.

Segundo o executivo, não há possibilidade de que o desejo jogador impeça qualquer transferência. Mesmo que Michael Schade, gerente de futebol do Bayer, tenha dito que Aránguiz quer atuar na BayArena. Roberto Moreno exemplificou a transferência de Ganso do Santos para o São Paulo. Segundo ele, na época, o Grêmio tinha melhor proposta para contratar o meia. O Grupo DIS abriu mão de valores para fazer a vontade do jogador. Ao que parece, não será o caso.

— Se ele não quiser ir para o Leicester, ou para o clube que tiver a melhor proposta, ele fica aqui no Inter. Não perderemos dinheiro. A proposta tem de ser boa para ele e boa para nós. O que nos interessa: ouvir o Inter, somos parceiros do Inter. Temos de ver o que é bom para o Inter, mas temos de fazer o que é bom para nós. Radicalizou, então nós radicalizamos também — definiu Moreno

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