IBGE aponta crescimento do rebanho de bovinos, criação de frangos e produção de leite no Estado

Rio Grande do Sul teve alta em bovinos, aumento de 31,34 mil cabeças. Foto: Beefpoint.
bernardi 21 março, 2018 Fonte: Estadão/IBGE

O País registrou avanços no abate de bovinos e suínos em 2017, mas teve queda no de frangos. Os dados são das Pesquisas Trimestrais do Abate de Animais, divulgadas nesta quarta-feira (21), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Rio Grande do Sul teve alta em bovinos (aumento de 31,34 mil cabeças), frangos (Rio Grande do Sul (mais 15,42 milhões de cabeças) e leite (alta de 169,40 milhões de litros), mas liderou queda de suínos, com menos 334,55 mil cabeças. Em 2017, foram abatidas 30,83 milhões de cabeças de bovinos sob algum tipo de inspeção sanitária, o equivalente a um aumento de 3,8% em relação a 2016, ou 1,13 milhão de cabeças a mais. O resultado representa o primeiro crescimento anual após três anos consecutivos de quedas.

Houve elevação no abate em 16 das 27 unidades da federação. Os principais aumentos ocorreram em Goiás (355,50 mil cabeças), Minas Gerais (297,03 mil cabeças), Mato Grosso (227,15 mil cabeças), Mato Grosso do Sul (144,61 mil cabeças), Paraná (85,65 mil cabeças), Rondônia (68,36 mil cabeças), Bahia (34,92 mil cabeças) e Santa Catarina (23,95 mil cabeças). As reduções mais relevantes foram no Pará (86,95 mil cabeças), Tocantins (42,46 mil cabeças), Maranhão (38,23 mil cabeças) e Acre (25,67 mil cabeças). Mato Grosso manteve a liderança do ranking do abate de bovinos em 2017, com 15,6% da participação nacional, seguido pelo Mato Grosso do Sul (11,1%) e Goiás (10,3%). No quarto trimestre de 2017, foram abatidas 8,02 milhões de cabeças de bovinos, alta de 0,4% ante o trimestre imediatamente anterior. Na comparação com o mesmo trimestre de 2016, o avanço foi de 8,3%. O abate de suínos teve recorde de 43,19 milhões de cabeças em 2017, um aumento de 2,0% em relação a 2016, que significa 865,59 mil cabeças a mais. Houve elevação no abate em 12 das 25 Unidades da Federação participantes da pesquisa.

Os principais aumentos ocorreram em Santa Catarina (772,49 mil cabeças), Paraná (322,56 mil cabeças), Mato Grosso do Sul (128,18 mil cabeças), Minas Gerais (100,06 mil cabeças) e Mato Grosso (75,78 mil cabeças). Na direção oposta, também tiveram quedas São Paulo (81,87 mil cabeças) e Goiás (69,77 mil cabeças). Santa Catarina manteve a liderança no abate de suínos em 2017, segundo o IBGE, com participação de 26,6% do abate nacional, seguido por Paraná (21,3%) e Rio Grande do Sul (18,6%).

No quarto trimestre de 2017, houve abate recorde de 11,05 milhões de cabeças de suínos, um aumento de 0,2% em relação ao terceiro trimestre. Na comparação com o quarto trimestre de 2016, o crescimento foi de 2,2%. Pesquisa aponta evolução em frangos e leite Foram abatidos no Brasil 5,84 bilhões de cabeças de frango em 2017, uma queda de 0,3% em relação a 2016, que significa 18,54 milhões de cabeças a menos. O resultado interrompe quatro anos consecutivos de avanços.

A região Sul respondeu por 60,8% do abate nacional de frangos no ano passado, seguida pelas Regiões Sudeste (19,9%), Centro-Oeste (13,9%), Nordeste (3,8%) e Norte (1,6%). O Paraná manteve a liderança do ranking, com 31,5% de participação nacional, seguido por Santa Catarina (14,7%) e Rio Grande do Sul (14,5). Houve reduções em nove das 24 Unidades da Federação que participaram da pesquisa. As quedas mais relevantes ocorreram em Mato Grosso (40,23 milhões de cabeças), Minas Gerais (39,78 milhões de cabeças), Distrito Federal (13,72 milhões de cabeças) e Santa Catarina (11,07 milhões de cabeças). Entretanto, houve aumentos em São Paulo (26,05 milhões de cabeças), Goiás (20,20 milhões de cabeças), Bahia (9,62 milhões de cabeças), Paraná (9,51 milhões de cabeças) e Mato Grosso do Sul (6,34 mil cabeças).

No quarto trimestre de 2017, foram abatidas 1,43 bilhão de cabeças de frangos, uma queda de 3,7% em relação ao terceiro trimestre. Na comparação ao quarto trimestre de 2016, houve aumento de 1,1%. Os dados são das Pesquisas Trimestrais do Abate de Animais do IBGE revelam, ainda, que o Brasil registrou um crescimento de 4,1% na aquisição de leite em 2017, depois de dois anos seguidos de quedas. Os laticínios sob serviço de inspeção sanitária captaram 24,12 bilhões de litros, o equivalente a 947,29 milhões de litros de leite a mais que no ano anterior. Houve aumento no volume captado em 18 das 26 unidades da federação participantes da pesquisa.

Os principais aumentos ocorreram em São Paulo (313,05 milhões de litros), Santa Catarina (319,16 milhões de litros) e Goiás (151,95 milhões de litros). A queda mais expressiva foi registrada em Minas Gerais (116,07 milhões de litros), mas o Estado manteve a liderança no ranking da aquisição de leite, com 24,8% de participação nacional, seguido por Rio Grande do Sul (14,8%) e São Paulo (11,9%). No quarto trimestre de 2017, a aquisição de leite cru feita pelos estabelecimentos que atuam sob inspeção sanitária foi de 6,44 bilhões de litros, o melhor resultado para um quarto trimestre desde 2014. Em relação ao trimestre imediatamente anterior, o volume representou um aumento de 4,2%. Na comparação com o quarto trimestre de 2016, o avanço foi de 3,2%.

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