Hospitais Filantrópicos paralisam amanhã para alertar sobre atraso de recursos

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Lucas de Campos 5 maio, 2015 Fonte:

Amanhã , em 220 municípios do Estado, as Santas Casas e Hospitais Filantrópicos estarão realizando diversas atividades para chamar atenção da comunidade sobre a situação crítica que estão inseridas. Agravada, especialmente, de outubro de 2014 até agora, as 245 instituições de saúde sem fins lucrativos do RS deixaram de receber do Governo do Estado mais de R$ 207 milhões.Responsáveis por mais de 70% do atendimento SUS no Estado e empregadores de 65 mil funcionários, os hospitais filantrópicos escolheram o dia 6 de maio para realizar diversas atividades nos municípios onde estão inseridos. Em Três de Maio, o Hospital São Vicente de Paulo (HSVP) estará suspendendo os atendimentos eletivos do Sistema Único de Saúde. Os processos eletivos deste dia serão transferidos e/ou reagendados para a data mais próxima possível.Durante todo o dia, colaboradores do HSVP também estarão distribuindo panfletos em frente ao hospital, apresentando a realidade da instituição. Às 9h será realizada uma apresentação da situação vivida pelo HSVP para as autoridades locais, empresários, imprensa e comunidade. Sem o repasse dos recursos, o hospital deverá reduzir os serviços prestados, tendo em vista a redução orçamentária.Para o presidente da Federação das Santas Casas e Hospitais Beneficentes, Religiosos e Filantrópicos do Rio Grande do Sul, Francisco Ferrer, as 245 Santas Casas e Hospitais Filantrópicos, por sua missão, mantiveram o atendimento pleno aos gaúchos, mesmo com o descaso dos entes governamentais. A partir de agora, caso a saúde não seja tratada com a prioridade que precisa, não haverá outra solução a não ser o fechamento de leitos, diminuição da assistência, demissões e outras formas de adequar as instituições à nova realidade de corte de recursos.A rede de hospitais sem fins lucrativos do Estado continua a operar e agonizando em decorrência dos atrasos de 2014 e cortes no orçamento que irão alcançar, se mantidos até o final do ano, mais de R$ 300 milhões. O montante residual de 2014 é referente à prestação de serviços dos meses de outubro e novembro que alcançam o valor de R$ 132,6 milhões.De 2015, há o corte de R$ 25 milhões mensais referentes ao co-financiamento do Estado, sendo este o único recurso que realmente vinha sendo alocado para reduzir o déficit dos hospitais com o SUS, superior a R$ 400 milhões a cada ano.

 

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