Folhas de zinco do antigo Ginásio do Clube 28 de Maio colocam em risco a segurança de pedestres

Foto Cristiano Devicari
Sepé Tiaraju 10 janeiro, 2019 Fonte: A Tribuna

A precariedade da estrutura do antigo Ginásio do Clube 28 de Maio vem causando transtornos, colocando em risco a segurança de pessoas que passam nas proximidades – principalmente em dias de chuva e vento. Moradores de prédios ao lado estão preocupados e denunciam a situação. Para muitos é grande a possibilidade de acidente pela quantidade de folhas de zinco soltas na cobertura do ginásio. Além desse problema, o barulho dos exaustores eólicos à noite também vem causando transtornos a muitas famílias que vivem próximas ao ginásio.

Cristina Pinto Bidel, moradora do edifício Caixa Econômica Federal (na esquina da rua 3 de Outubro com a Marquês do Herval) conta que em dias de chuva forte e vento o cenário é preocupante. “As folhas de zinco levantam, dando a impressão que irão se soltar. Fico imaginando se um dia essas folhas chegam a se desprender e venham a atingir alguém que passe nas redondezas, na avenida Brasil, Marques do Herval, Marechal Floriano e na própria 3 de Outubro. Quem será responsabilizado? O risco de uma tragédia é iminente. Alguma coisa precisa ser feita. Penso que a Prefeitura de Santo Ângelo e a Promotoria de Justiça tomem alguma providência.”

Zilmar Vargas que mora no prédio em cima da galeria na rua Marquês do Herval, onde fica o Sebo Café, também está preocupado com a situação. Ele lembra que há muito tempo esse problema vem se arrastando sem que uma solução seja tomada. “Da janela do apartamento observo em dias de vento as folha de zinco levantando. É uma situação que chama a atenção. Somente quem está perto para ver o grande perigo. Uma folha de zinco carregada pelo vento poderá causar uma tragédia. Penso que o poder público e os proprietários do prédio devam tomar uma providência para evitar um dano maior. O problema é que não sabemos até hoje quem são os verdadeiros donos. A gente conversa com um apontam uma pessoa. Quando a gente contata descobre que não é. Depois surge um novo nome. A grande verdade é que não sabemos a quem recorrer.”

Vargas conta ainda que além do risco apresentado pelas folhas de zinco há outro problema: o barulho dos oito exaustores eólicos que precisam de manutenção e que com a força do vento fazem ruído e não deixa as pessoas dormirem.”

INTERRUPÇÃO DA OBRA

Vargas recorda que há cerca de um ano e meio teve a interrupção das obras no local e os trabalhos nunca mais foram retomados. “Não sei ao certo o motivo dessa medida. Conversando com um pedreiro soube que as obras foram paralisadas depois que uma moradora do edifício Caixa Econômica Federal reclamou do barulho que estavam fazendo nos domingos. A informação não é oficial. Não posso afirmar de certeza.”

Zilmar Vargas reclama do barulho dos exaustores eólicos

Cristina Pinto Bidel diz que folhas de zinco soltas podem se soltar com o vento e ferir pessoas

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