Famurs alerta para atraso no pagamento do setor de saúde

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Lucas de Campos 20 março, 2015 Fonte:

O passivo do governo estadual com os municípios gaúchos começa a prejudicar o atendimento em saúde à população. No Rio Grande do Sul, o atraso nos repasses compromete a distribuição de medicamentos gratuitos, a oferta de consultas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e o deslocamento de ambulâncias, entre outros serviços. Ao todo, são R$ 208 milhões em dívidas que o Estado tem com as prefeituras, referente ao não pagamento de programas do setor na gestão 2014.Conforme o presidente da Famurs e prefeito de Tapejara, Seger Menegaz, o passivo agrava a situação financeira dos municípios. “Os programas já estão subfinanciados. Os municípios gastam mais do que recebem para executar os serviços de saúde. Juntas, as prefeituras gaúchas investem um terço de tudo que é gasto com saúde no Rio Grande do Sul”, alerta. “Solicitamos ao governo do Estado um calendário de pagamento parcelado dos valores em atraso”, destaca.Outro fator que afeta os municípios é a necessidade de cofinanciamento dos hospitais. Conforme o assessor técnico da Área de Saúde da Famurs, Paulo Azeredo, as prefeituras são obrigadas a repassar um auxílio aos hospitais para garantir atendimento à população. “O atendimento hospitalar corresponde à média e alta complexidade, que não são serviços de responsabilidade dos municípios”, esclarece. “Todas as prefeituras gaúchas destinam para a saúde mais do que a legislação exige”, acrescenta.Os repasses da atual gestão estão em dia. Na próxima sexta-feira (20/3), deverão ser quitados os pagamentos de fevereiro.

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