Erva daninha exótica é encontrada em três propriedades de Mato Grosso

Aumenta o custo de produção devido a necessidade deque usar outros produtos. Em algumas situações mais críticas são levados a voltar em processos de controle muito antigo, como a retirada manual ou controle mecânico, que tem um custo muito alto.
Lucas de Campos 13 julho, 2015 Fonte:
O Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (Indea) e a Superintendência Federal de Agricultura (SFA-MT/Mapa) se reuniram na quarta, dia 8, com representantes do Instituto Mato-Grossense do Algodão (IMAmt), da Associação dos Produtores de Soja e Milho (Aprosoja-MT) e com o professor e pesquisador da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) Sebastião Carneiro Guimarães para apresentar o inquérito epidemiológico realizado no período de 29 de junho a 7 de julho, sobre a presença da erva daninha Amaranthus palmeri em lavouras no estado.
 
O levantamento foi realizado em 33 propriedades localizadas nos municípios: Ipiranga do Norte, Tapurah, Lucas do Rio Verde, Nova Mutum e Campo Novo do Parecis. Foram encontradas plantas em três propriedades, sendo duas em Ipiranga do Norte e uma em Tapurah. A erva daninha apresenta maior quantidade em bordaduras, pouco se encontrou no meio da lavoura. Alguns exemplares encontrados são superiores a dois metros de altura. Amostras foram encaminhadas ao Laboratório Agronômica, credenciado no Ministério da Agricultura.
 
O professor Carneiro alerta sobre a resistência do Amaranthus palmeri ao glifosato, principal herbicida utilizado no controle de pragas.
 
– Uma parte dessa resistência ao glifosato, inclusive, é transmitida geneticamente. Existe a possibilidade desse caruru (Amaranthus palmeri) cruzar com alguns carurus nativos, porém, a probabilidade é muito pequena.
 
Ao falar de outros países com presença da praga, Carneiro destacou que as medidas usadas tem dado resultado positivo para o controle, mas que podem aumentar o custo de produção.
 
– Aumenta o custo de produção porque você tem que usar outros produtos, mas eles estão conseguindo resolver isso. Em algumas situações mais críticas são levados a voltar em processos de controle muito antigo, como a retirada manual ou controle mecânico, que tem um custo muito alto.
 
O chefe de Sanidade Vegetal da SFA-MT, Dalci de Jesus Bagolin, destacou que o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) recebe relatórios semanais para acompanhar a incidência da erva daninha.
 
– A superintendência está reportando semanalmente ao ministério, informando-o sobre a situação aqui no estado. A preocupação do ministério é a de que essa praga seja disseminada para outros Estados. Vamos demandar a elaboração de uma norma que estabeleça critérios para a saída da planta ou de partes dela, da área infestada, para a execução de projetos de pesquisa relacionados à praga.
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