Entidades empresariais criticam vereadores e pedem que prefeito vete reajuste

Marcos Luft (Câmara de Vereadores)
Sepé Tiaraju 5 junho, 2018 Fonte: A Tribuna

A aprovação de 2,68% de reajuste para prefeito, vice, secretários municipais e vereadores foi duramente criticada por dirigentes da Acisa, CDL e Sindilojas

A aprovação de 2,68% de reajuste para os servidores municipais de Santo Ângelo foi criticada por ser um índice abaixo do que se imaginava para a categoria. Entretanto, o mesmo índice sendo aprovado para os salários do prefeito, vice, secretários municipais e vereadores recebeu duras críticas pelo entendimento de que não seria o momento de beneficiar agentes políticos com aumento, mesmo que o percentual seja pequeno.
A cobrança forte pela aprovação do projeto começou nas redes sociais logo após a votação na Câmara de Vereadores e ganhou maior repercussão nesta terça-feira, 5, quando as entidades empresariais de Santo Ângelo publicaram uma nota lamentando a decisão dos vereadores.
O projeto foi aprovado na sessão ordinária de segunda-feira, 4, por nove votos a cinco. Votaram contra o reajuste dos agentes políticos os vereadores Márcio Antunes, Zilá Andres e Rodrigo Trevisan, do PP, e Lucas Lima e Vinícius Makvitz do PMDB. O vereador Pedro Waskiewicz, o Pedrão, do PSD, estava ausente da sessão.

PEDIDO DE VISTAS
O reajuste dos servidores teve o índice de 2,68% sobreo Padrão de Referência Municipal (PRM), que passa de R$ 291,51 para R$ 299,32, ou seja, aumento de R$ 7,81. Diante da situação, os vereadores Márcio Antunes, Rodrigo Trevisan e Lucas Lima pediram vistas quanto ao repasse do mesmo índice para os salários dos membros do Legislativo, prefeito, vice e secretários municipais. Eles encaminharam proposta para o cancelamento do reajuste de salários do prefeito, vice-prefeito, secretários municipais e vereadores. A ideia é que os valores do índice de reajuste de 2,68% fossem repassados aos servidores públicos.
Na sessão da última segunda foi aprovado o aumento. Com isso, o salário do prefeito passou para R$ 20.171,98, do vice para R$ 10.085,99, dos secretários municipais chegou a R$ 6.699,01 e dos vereadores R$ 5.963,63. O presidente da Câmara, com a verba de representação, passa a receber R$ 8.956,94.

RESPONSABILIDADE
Na nota divulgada nesta terça,5, os presidentes da Acisa (Douglas Ciechowiez), da CDL (Viviane Obadowski) e do Sindilojas (Gilberto Aiolfi), manifestam repúdio ao aumento dos salários dos agentes políticos e justificam a posição: “No cenário atual é uma falta de consideração com a população e sua situação”, definem.
A nota ainda ressalta que no entendimento das lideranças empresariais os vereadores deveriam executar um trabalho voluntário e não com foco em salário e argumentam essa posição em cima de pronunciamentos feitos por alguns vereadores no parlamento municipal e não abordam especificamento o índice aprovado. “Como ficou claro nos discursos de alguns vereadores durante o plenário. Não estamos questionando a reposição, valor, porcentagem, etc., mas sim o ato de almejarem reposição salarial e ficarem discutindo tal necessidade, enquanto nossa população passa necessidades”.
Os dirigentes empresariais abordam até a existência de “políticos de carreira” no Legislativo municipal, “que planejam e ficam ali por vários anos”. Falam na necessidade de doação de tempo à comunidade e citam que várias entidades possuem festores voluntários. “…o que já é o suficiente para que nossos vereadores entendam que se faz necessária uma nova visão do que o setor público precisa”, comenta a nota.
Os empresários igualmente frisam que entendem que no atual momento da economia nacional, com forte crise fiscal e falta de recursos aos governos de todas as esferas, os membros da Câmara de Vereadores deveriam dar o exemplo. E salientam que as entidades “esperam que os vereadores apresentem um projeto de lei reduzindo o salário da categoria, servindo de exemplo e dando um pouco de esperança à nossa população”.
Os presidentes das entidades empresariais encerram a nota pedindo que o prefeito Jacques Barbosa (PDT) mostre alinhamento com o pensamento da sociedade civil organizada e vete os projetos.

 

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