Emater regional confirma redução na área de trigo

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Lucas de Campos 30 abril, 2015 Fonte:

A Emater Regional Santa Rosa ratifica que a área de trigo deverá ser reduzida em relação à safra passada, porém não saberia precisar o percentu­al desta diminuição já que o órgão não recebeu até o momento todas as infor­mações dos 45 municípios atendidos pela sua área ad­ministrativa.

“A perspectiva no mo­mento é de diminuição de área, devido à frustração da safra anterior, às dificulda­des de comercialização da safra anterior e à elevação dos custos de produção”, avalia Gilmar.

PERÍODO RECOMENDADO PARA PLANTIO

 

Entretanto, ainda não é possível estimar com segu­rança quanto deverá haver de redução de área, pois ainda falta um mês para o início do período recomen­dado de plantio.

O agrônomo entende que em função dos bons e atrativos preços da soja, poderá haver uma mudan­ça na tomada de decisão por parte dos agricultores, já que o trigo é a principal cultura econômica de in­verno em nossa região.

Na capital missioneira, existe uma expectativa de redução de área de trigo em até aproximadamente 30%.

SOJA

 

Com 98% da área colhi­da de 698 hectares cultiva­da com soja nos 45 municí­pios da área administrativa da Emater Regional Santa Rosa, entre os quais Santo Ângelo, a diminuição da produtividade média de­verá ser para 42 sacas por hectare. A estimativa foi divulgada pelo assistente técnico regional do órgão na área vegetal, agrônomo Gilmar Vione.

Gilmar fez um levan­tamento da situação das lavouras da oleaginosa que passaram pelo processo de colheita na região. A produtividade média inicial estimada pela Ema­ter no noroeste gaúcho era de 2,6 mil quilos por hec­tare (43,3 sacas/hA). Mas a atual está em 2,520 kg/ha, compara.

MÉDIA HISTÓRICA

 

“É um pequeno per­centual de perdas na safra da oleaginosa levando em consideração o número de municípios atendidos pela Emater Regional Santa Rosa, mas que fica próxi­mo à média histórica em termos de produtividade final”, opina.

Na sua opinião, “as con­dições climáticas iniciais a partir da implantação da cultura da soja foram extre­mamente favoráveis ao de­senvolvimento vegetativo, com chuvas abundantes. Em janeiro ocorreu excesso de chuvas, o que dificultou o adequado tratamento fi­tossanitário para controle da ferrugem asiática”, afir­ma.

No mês de março, ocor­reu uma pequena estiagem que prejudicou as varie­dades mais tardias. Estes dois problemas – ataque da ferrugem asiática e falta de chuva -, contribuíram para baixar a produtividade mé­dia estimada. Em Santo Ângelo, a pro­jeção da Comissão Munici­pal de Estatísticas Agrope­cuárias (Comea) é de uma quebra de 10% na produti­vidade média final de soja que deverá ser de 45 sacas/ha.

Havia uma previsão de 50 sacas por hectare antes de março, quando ocorreu a escassez de umidade no solo que prejudicou signi­ficativamente o desenvol­vimento da cultura, além de outros fatores como in­clusive o apodrecimento da planta.

 

Fonte: A Tribuna

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