Diretor de presídio esclarece compra de veículo clonado

NULL
Lucas de Campos 28 setembro, 2015 Fonte:

Uma notícia que tem repercutido muito nesta segunda-feira, 28, é a compra de uma caminhonete F200 clonada. A informação ganhou repercursão porque o negócio foi realizada pelo diretor do Presídio Estadual de Santa Rosa, Cláudio Harley Bardo há uma semana. No entanto a equipe da Rádio Sepé foi procurada por Bardo para esclarecer essa questão. Em entrevista ao programa Aldeia Global nesta manhã, o diretor do presídio disse que comprou o veículo de uma pessoa que reside em Santo Ângelo.

Ele afirma ter realizado todos os procedimentos legais que a situação exige, “Durante a compra nós fizemos o contrato de compra e venda, eu dei o meu carro, um Fiat Uno 2012, no negócio, mas não tinha como adivinhar que as documentações do veículo eram falsas”, afirma.

De acordo com Bardo, na sexta-feira, 25, ele foi chamado pelo delegado de Santa Rosa para prestar depoimento. Até então, Bardo afirma não ter tido conhecimento que o carro comprado era clonado, “Fizeram a vistoria no meu automóvel, eu levei o contrato de compra e venda para a Delegacia”, afirma.

Bardo foi ouvido na situação de testemunha, no entanto, ficou surpreso ao ver seu nome veiculado na mídia como receptador de veículos, “Saiu na imprensa até que eu teria antecedentes criminais por receptação de automóveis, eu desafio esse veículo e provar esta afirmação”, destaca.

Contrariando todas as afirmações veiculadas pela imprensa, o diretor do Presídio Estadual de Santa Rosa se diz espantado com as afirmações e não concorda com a veiculação do seu nome em neste escândalo, “ O antigo dono da caminhonete tinha o automóvel há anos, eu fiquei quatro dias com a caminhonete e a investigação descobriu tudo, acho interessante isso,” ressalta.

De acordo com Claudio, o antigo dono da caminhonete está disposto a falar com a imprensa a respeito do assunto, e deverá prestar depoimento na delegacia de Santa Rosa ainda hoje. Sobre a questão levantada pelos ouvintes de que o vendedor do automóvel clonado pudesse ter pertencido a um garagista, Bardo nega e diz que a venda foi feita de forma particular.

 

Ouça a entrevista completa:

© Copyright 2017, Todos os direitos reservados.