Dia internacional da mulher, Desigualdade de gêneros e atuação feminina em cargos públicos marcaram sessão alusiva à data no Legislativo de Santo Ângelo

Homenagem foi proposta pela Vereadora Zilá Andres. Foto: Marcos Luft.
bernardi 7 março, 2018 Fonte: CAMARASA

O dia Internacional da Mulher – comemorado em 8 de março – foi lembrado durante sessão especial na Câmara de Vereadores de Santo Ângelo. O ato, solicitado pela vereadora Zilá Andres, fez lotar o plenário do Legislativo Municipal.

Ao fazer uso da palavra, Zilá lembrou as conquistas sociais, políticas e econômicas das mulheres. Também, propôs uma reflexão sobre as discriminações enfrentadas, assim como sobre a atuação das mulheres em cargos públicos.

“Hoje nos orgulhamos das nossas conquistas, pois trata-se da construção da nossa identidade, por isso é que hoje temos muito, sim, a comemorar, a celebrar, mesmo que ainda tenhamos muito a fazer, para avançar e conquistar. Ainda temos muitos espaços a ocupar. Seja no trabalho, na sociedade e, por que não, também na vida pública. Não se justifica que a Mulher, já tão presente em tantos setores, ainda esteja tão ausente das nossas decisões políticas e administrativas”, destacou a vereadora.

Tânia Santiago, Presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher – COMDIM, também fez uso da palavra, momento em que frisou os desafios que ainda precisam ser vencidos e as ações que foram e estão sendo efetivadas no município.

DESIGUALDADE DE GÊNERO

A sessão contou, ainda, com o pronunciamento da Delegada da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher, Elaine Maria da Silva. Seu discurso fez alusão, principalmente, à desigualdade de gênero, à violência e à necessidade de enfrentamento de todas as formas de negligência praticadas contra as mulheres.

Além da reflexão sobre os desafios atuais, a Delegada apresentou dados estatísticos referentes à violência contra mulher e ao crime de feminicídio: quando o crime é praticado por razões da condição de sexo feminino. Conforme Elaine, santo Ângelo registro nos último anos 8 casos envolvendo o crime. Para a Delegada, o momento é de luta, principalmente, contra a desigualdade de gênero.

“Não esqueçamos nunca de todas as mulheres dizimadas pela violência de gêneros. Enquanto é difícil, quase impossível, lembrarmos de homens que foram assassinados por suas companheiras, as estatísticas inversas são extremamente alarmantes. Os números mostram que diariamente 13 mulheres são mortas em nosso país em decorrência da violência de gênero. Somente no Estado, entre 2012 e 2017, 546 mulheres foram vítimas de feminicídio. Infelizmente neste números estão incluídas cidadãs santo-angelenses”, afirmou a delegada e finalizou: “No dia 8 de março você pode até dar flores e bombons, mas lembre-se, principalmente, de dar respeito e tratamento igualitário”, finalizou

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