Deputados do PP gaúcho se dizem surpresos com lista da Lava Jato

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Lucas de Campos 7 março, 2015 Fonte:

Cinco deputados federais gaúchos, além de o ex-deputado federal Vilson Covatti, todos do PP, tiveram seus nomes citados na lista divulgada na noite desta sexta-feira (6) com políticos suspeitos de participação no esquema de corrupção da Petrobrasinvestigado pela Operação Lava Jato. Em entrevista à Rádio Gaúcha, parlamentares manifestaram surpresa. Reeleito em 2014 com 115 mil votos, Jerônimo Goergen negou ter recebido doação de empresas envolvidas no escândalo. “Não recebi doação de nenhuma empresa investigada na Lava Jato”, afirmou o parlamentar.O deputado Luis Carlos Heinze disse que a única relação que teve com a Petrobras foi quando denúnciou a compra de uma empresa gaúcha pela estatal. “Nunca conversei, nunca tive nada. Tive uma denúncia contra a Petrobras, que fiz um enfrentamento quando o Rossetto (Miguel Rossetto) era da Petrobas Biocombustíveis, sobre a compra de uma empresa, mas não sabia de nada, estou surpreso”. Afonso Hamm também se mostrou surpresa com a citação do seu nome, e negou relação com os delatores do esquema de corrupção. “Nunca estive na Petrobras. Lembro só de uma reunião partidária em que eu conheci o Paulo (Roberto Costa, delator). Mas nunca tive contato com essas pessoas, por isso estou tranquilo. Só estou preocupado em vincular nosso nome nisso”, disse.O ex-deputado federal Vilson Covatti negou que tenha recebido dinheiro de propina da Petrobras e que conhecia as pessoas envolvidas no esquema. “Confesso que para mim foi total surpresa. Como meu nome pode ser citado se não conheço ninguém, nunca fiz uma audiência, nunca recebi dinheiro?”.  Ele confirmou que recebeu dinheiro do diretório nacional para campanhas, mas afirmou que não acredita que os valores tivessem origem ilegal. Por meio de nota, José Otávio Germano também negou participação no esquema de corrupção (veja abaixo). O deputado Renato Molling também não quis dar entrevista, apenas afirmou não saber por que foi citado, que não conhece e nunca teve contato com nenhum dos operadores da corrupção na Petrobras, além de não ter recebido dinheiro do esquema. Ele ainda disse que precisa ter acesso ao processo para fazer a defesa.A Procuradoria-Geral da República pediu a abertura de 28 inquéritos contra 54 pessoas. O ministro Teori Zavascki deferiu 21 pedidos de abertura de inquérito. Em todos os casos, elerevogou o sigilo na tramitação dos procedimentos. Segundo Zavascki, a instauração de inquéritos foi considerada cabível porque “há indícios de ilicitude”.

Confira, na íntegra, a nota do deputado José Otávio Germano:

“Tendo sido surpreendido com a notícia de que meu nome consta dentre aqueles que o Senhor Procurador Geral da República solicitou a abertura de investigação no STF, relativo a fatos supostamente havidos no âmbito da operação Lava Jato, em respeito à opinião pública, tenho a dizer:
1- Não há hipótese de que algo desabonatório ao meu nome ou a minha conduta possa ser encontrado nas investigações da operação Lava Jato, causando-me indignação e repúdio eventual ilação;
2- Como homem público e agente político, me coloco a disposição das autoridades para quaisquer esclarecimentos necessários, bem como para atender aos comandos eventualmente a mim dirigidos;
3- Rechaço e lamento, de forma veemente, a inclusão de meu nome no rol de parlamentares relacionados a esta investigação, mas asseguro à sociedade brasileira e em especial aos cidadãos gaúchos que não tenho absolutamente nada a ver com quaisquer ilícitos relativos a Petrobrás.
4- Já conversei com meu advogado em Porto Alegre, Dr. José Antônio Paganella Boschi, que poderá prestar qualquer outro esclarecimento”.

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