Delegado é afastado e grupo de elite vai investigar tiros contra caravana de Lula.

Dois ônibus foram atingidos por tiros de armas de fogo no Paraná | Foto: Twitter / Reprodução.
bernardi 28 março, 2018 Fonte: Veja/Secretaria de Segurança Pública do Paraná

O delegado Wikinson Fabiano Oliveira de Arruda, que atendeu a ocorrência dos disparos contra os ônibus do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Espigão Alto do Iguaçu, região Centro-Sul do Paraná, foi afastado do caso pela Secretaria de Segurança Pública do Estado (Sesp). A cúpula da Secretaria não gostou das declarações de Arruda à imprensa.
O delegado afirmou que as marcas nos ônibus eram resultado de disparos de armas de fogo e classificou o caso como tentativa de homicídio. A investigação deverá ser conduzida agora pelo delegado Helder Lauria, chefe da Subdivisão de Polícia de Laranjeiras do Sul, e pelo Centro de Operações Policiais Especiais (COPE). Equipes da unidade já estão em Laranjeiras do Sul.
Na manhã desta quarta, Lauria deu uma entrevista para a RPC, afilhada da TV Globo, em que classificou as declarações do subordinado como “superficiais”. “Estamos tratando [o caso] como disparo de arma de fogo e dano. Não estamos tratando como tentativa de homicídio”, disse
Em nota, a Secretaria de Segurança negou o afastamento do delegado Arruda do caso. “Desde o início, das primeiras oitivas, quem conduz o inquérito policial é o delegado titular da Delegacia de Laranjeiras do Sul Helder Andrade Lauria. Arruda, que é delegado adjunto, acompanhou Lauria no atendimento ao local da ocorrência e segue dando apoio à investigação”, diz o texto.
Ainda segundo a Secretaria de Segurança Pública, um inquérito policial foi aberto para apurar as circunstâncias do fato. “Duas equipes do Cope (Centro de Operações Policiais Especiais), unidade de elite da Polícia Civil do Paraná, estão na cidade de Laranjeiras do Sul para ajudar nas investigações. O Instituto de Criminalística do Paraná está finalizando o laudo de perícia no ônibus e o documento deve ficar pronto nos próximos dias.”

Grupo de elite da Polícia vai apurar tiros contra caravana de Lula

A Secretaria de Segurança Pública do Paraná (Sesp) informou que deslocou para Laranjeiras do Sul duas equipes do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope), grupo de elite da Polícia Civil do Estado, para reforçar as investigações sobre os tiros disparados contra veículos da caravana do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Dois ônibus que transportavam parte da equipe do petista foram atingidos por armas de fogo na noite desta terça-feira.
Um dos veículos era ocupado por jornalistas de blogs e sites independentes, que fazem a comunicação da caravana de Lula pela região Sul do País, e repórteres estrangeiros. Ao menos um alemão e um argentino estavam a bordo. De acordo com a Secretaria de Segurança, um inquérito policial já foi aberto para apurar o caso e o laudo pericial do ônibus deve ficar pronto nos próximos dias.
A Sesp afirmou que não houve nenhum pedido formal de escolta para a caravana ou para o ex-presidente e que sequer tem conhecimento do “paradeiro” de Lula. A pasta reafirmou que a Polícia Militar do Estado reforçou o policiamento nos locais indicados pela caravana, mas ressaltou também que parte do cronograma que fora informado previamente às autoridades paranaenses foi alterado durante a passagem de Lula.
Após o incidente desta terça, petistas acusaram as autoridades da área de segurança, tanto federais como estaduais, de omissão em relação aos atos de violência contra a caravana registrados ao longo destes oito dias. O deputado federal Paulo Pimenta, líder do PT na Câmara, disse ter telefonado para o ministro da defesa, Raul Jungmann, para cobrar providências. Segundo ele, Jungmann foi alertado desde o inicio da caravana, dos primeiros episódios de violência, sobre os riscos, assim como as autoridades dos três Estados por onde a caravana passou.
O ministro classificou como “inaceitável” o episódio no Paraná e afirmou que a Polícia Federal não irá investigar o caso dos tiros porque o crime não foi federal e cabe às autoridades estaduais atuar. Nesta quarta-feira, 28, haverá ato programado em Curitiba, que marcará o encerramento da caravana. O deputado federal e presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) também passará pela capital paranaense

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