DEFENSOR PÚBLICO DE SANTA MARIA FALA NA RÁDIO SEPÉ SOBRE A TRAGÉDIA DA BOATE KISS

242 da tragédia da boate Kiss
Lucas de Campos 27 janeiro, 2016 Fonte:

Três anos depois do incêndio que matou 242 pessoas e deis mais de 600 feridas na boate Kiss, em Santa Maria, pelo menos 200 processos ainda correm na justiça.   A maioria deles é de ações indenizatórias, movidas principalmente por familiares das vítimas.

            O inquérito policial, feito logo após a tragédia, apresentou um total de 35 responsabilizações, sendo que, dessas, 16 foram indiciadas criminalmente pelo incêndio. No entanto, nem todas foram processadas.

            Na Justiça Militar, já houve três condenações de bombeiros réus. Ainda cabem recursos. Na esfera Criminal, um major do Corpo de Bombeiros também foi condenado, mas teve pena convertida em prestação de serviços á comunidade.

 

…..Iniciou ontem e prossegue hoje uma série de homenagens aos três anos da tragédia da boate Kiss, que matou 242 pessoas e deixou mais de 600 feridos em Santa Maria.

Em entrevista ao programa Aldeia Global, o defensor público Andrey Régis de Mello falou sobre a tragédia e as ações que a Defensoria Pública de Santa Maria está realizando para indenização às famílias das vítimas do incêndio.

Ele explicou que foi feita uma ação coletiva e no dia seguinte à tragédia, a defensoria entrou com uma ação cautelar para indisponibilizar os bens dos proprietários da boate Kiss, tendo em vista que houve no mínimo uma violação do direito do consumidor.

A defensoria também entrou com ação sobre danos morais aos familiares que perderam seus filhos e até mesmo aqueles que tiveram abalos psicológicos e que tiveram seqüelas.

Hoje pela manhã também esteve na rádio Sepé a presidente do Núcleo Cidade dos Anjos, que faz parte da Associação dos Familiares de Vitimas me Sobreviventes da Tragédia de Santa Maria.

            Denise Uggeri, ao falar no programa Rádio Cidade comentou que a entidade está fazendo denuncia junto ao Sistema Interamericano de Direitos Humanos.

            O documento, possui como foco a violação, dos direitos à vida, à integridade pessoal, à liberdade pessoal, à proteção da família e à proteção e as garantias judiciais consagradas na Convenção Americana sobre Direitos Humanos.

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