Debate sobre saúde pública mobiliza lideranças de Santo Ângelo

Saúde pública é debatida na rádio Sepé
Lucas de Campos 21 junho, 2016 Fonte:

         O programa Aldeia Global, serviu de cenário para importante debate sobre a saúde publica de Santo Ângelo, contando com a participação do presidente do Conselho Municipal de Saúde Jeronimo Rischel, presidente do sindicato dos trabalhadores da saúde Idair Machado e do secretário municipal André Kiessel.

            Todos foram unânimes em reconhecer as dificuldades de consolidação plena do Sistema Único de Saúde, especialmente devido a falta de repasses de recursos provenientes dos governos Estadual e Federal.

            Idair Machado cobrou a urgente implantação da informatização das Unidades Básicas de Saúde, no que se refere às questões de consultas e exames médicos. Ele citou como exemplo uma pessoa que consulta durante o dia no posto de saúde do bairro Rogowski, mas como o médico não autorizou determinado exame, esse mesmo paciente à noite procura o Pronto Socorro do hospital Santo Ângelo, em busca de novo atendimento.

            O dirigente sindical, igualmente mencionou o assunto relacionado ao horário de trabalho de muitos servidores da secretaria municipal de saúde. Segundo ele, existem funcionários que vão desde auxiliares de enfermagem até médicos e dentistas que não cumprem a jornada de trabalho para a qual foram contratados.

            Sobre esses dois temas, o secretário municipal de saúde André Kiessel, mencionou que vem trabalhando desde 2012 no processo de informação das unidades básicas de Saúde. “Infelizmente existe falta de recursos e precisamos de um auxilio do Estado e da União para a compra de computadores”, afirmou.

            Conforme ele, todos os 9 programas do Estratégia de Saúde da Família já estão informatizados. A secretaria também trabalha no projeto Torres que depende da concretização do sistema de fibra ótica da Cidade Digital, o que irá possibilitar a interligação de todo sistema das Unidades Básicas dos bairros e do interior com a central que ficará na secretaria municipal de saúde.

            Sobre a questão do horário de atendimento, André Kiessel mencionou que está procurando solucionar esse problema com a implantação de relógios ponto nas UBS. Já existem controle de ponto no postão da 22 de março, no Centro social Urbano e nas três equipes de endemias, faltando ainda no CAPs e nas Unidades de Saúde. Prometeu abrir em breve licitação no valor de 70 mil reais para a compra de relógios ponto.

            O presidente do Conselho Municipal de Saúde, Jeronimo Rischel, durante a entrevista mencionou a preocupação com o atendimento do hospital Santo Ângelo, especialmente no Pronto Atendimento e nos serviços considerados de alta complexidade como Oftalmologia e Traumatologia.

            Disse ele, que é inadmissível que exista apenas um médico para atender todo o Pronto Atendimento do hospital que possui uma abrangência sobre 24 municípios da região das Missões. “Não podemos aceitar que um paciente leve de 6 a 8 horas para receber atendimento”, afirmou.

            Rischel destacou que antes quando o serviço de oftalmogia pertencia ao hospital São Vicente de Três de Maio, aproximadamente 800 pessoas eram atendidas mensalmente. Diz ele, que agora quando o serviço é exclusivo do hospital Santo Ângelo, o número de atendimentos não passa de 60 pessoas por mês, isso tudo devido à falta de profissionais, além das consultas levarem em média um ano para se efetivarem.

            O presidente do Conselho Municipal de Saúde, também questionou a terceirização da alta complexidade em traumatologia, onde o serviço foi repassado para uma equipe de médicos de Porto Alegre. Segundo Idair Machado, ninguém no hospital Santo Ângelo conhece a escala de serviço desses profissionais e tampouco o dia de atendimento.

            Os membros do conselho também cobraram a questão relacionada ao Unacom recentemente inaugurado de forma pomposa pela diretoria do hospital. Disseram eles que não adiante estar com o espaço físico instalado, se não existe equipe técnica para que o serviço entre em operação.

            Sobre esse assunto, o secretário municipal da saúde, André Kiessel esclareceu que de forma unânime, todos os 24 secretários municipais da saúde da região das Missões são favoráveis que o atendimento aos pacientes com câncer continue centralizado no Cacon do hospital de Caridade de Ijuí, que de forma tranqüila suporta toda a demanda regional.  

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