Dados parciais do censo apontam redução de 46,92% da população rural em Santo Ângelo

Chefe da agência do IBGE, Milton Boelke, explica que também teve diminuição de 31,5% dos estabelecimentos agropecuários (Cristiano Devicari)
Sepé Tiaraju 9 junho, 2018 Fonte: A Tribuna

Dados parciais da agencia do IBGE de Santo Ângelo referentes ao censo agropecuário apresentam números preocupantes. O êxodo rural segue aumentando com redução da população no interior, assim como diminuição do número de estabelecimentos agropecuários.

O chefe da agência do IBGE local, Milton Justen Boelke, revela que os números coletados até o momento apontam para uma redução de pessoas no meio rural. Num comparativo com dados de 2016, quando foram registradas 5.350 pessoas, com os números atuais de 2.840 verifica-se uma diminuição de 46,92% das pessoas que vivem no campo.

Boelke explica que outro número parcial verificado no censo do IBGE é a diminuição de estabelecimentos no interior. Em 2016 eram 1.900 e hoje são 1.300, ou seja, uma redução de 31,5%.

“Esses números chamam a atenção, porque nós que atuamos nesta área acreditávamos que o êxodo rural tinha chegado ao seu limite e que os números estariam estabilizados. No entanto o que estamos vendo é que o êxodo segue a galope com a concentração de áreas a um número menor de pessoas”, explica o chefe da agência do IBGE.

Conforme Milton Boelke esses números de Santo Ângelo se repetem em outros municípios da região como Ijuí,Santa Rosa, Eugênio de Castro, entre outros. “Embora se tenha mais dados para serem computados, os números apontam uma tendência. O censo agropecuário iniciou em 2017 e em julho deste ano vão ser divulgados números parciais do Brasil, do Estado e dos municípios. E em julho de 2019 teremos os dados definitivos”, revela o chefe do IBGE.

Embora não apresentado números, Boelke também disse que foi constatado o aumento do número de tratores no interior. Ele conta que os produtores, mesmo adquirindo um veículo novo, o velho permanece na propriedade. Outra curiosidade refere-se ao número da população bovina que vem se mantendo estável comparado a outros períodos.

O chefe da agência do IBGE explica, ainda, que as adversidades na produção leiteira na pequena propriedade e a própria ampliação da cultura da soja que não foi tão significativa são fatores que acabam refletindo nessa redução de população no meio rural e na diminuição do número de estabelecimentos agropecuário em Santo Ângelo e na região.

 

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