Cooperativas agropecuárias devem ter crescimento entre 8% e 10%

Informação preliminar é do presidente da FecoAgro-RS, Paulo Pires
Lucas de Campos 16 janeiro, 2018 Fonte:

As cooperativas agropecuárias do Estado devem fechar 2017 apresentando crescimento que varia entre 8% e 10%. A informação preliminar é do presidente da Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado do Rio Grande do Sul (FecoAgro-RS), Paulo Pires, que concedeu nesta terça-feira, 16, entrevista ao Programa Aldeia Global da Rádio Sepé – AM 540, comandado por Hogue Dorneles.

Na sexta-feira, 26, durante assembleia dos presidentes, todos os números relacionados ao cooperativismo agropecuário gaúcho serão apresentados pela FecoAgro em Cruz Alta.

Segundo o presidente da FecoAgro, Paulo Pires, normalmente, as cooperativas realizam os balanços do ano anterior até março, mas como a sociedade tem um interesse em saber os resultados das cooperativas, a FecoAgro está realizando um levantamento para mostrar os números alcançados em 2017 pelo conjunto das cooperativas agropecuárias do Rio Grande do Sul. Pires ressaltou que o índice de crescimento entre 8% e 10% é preliminar já que a coleta dos dados junto às cooperativas ainda está sendo feita.

O presidente da FecoAgro explicou ainda que, no Rio Grande do Sul tanto o cooperativismo em geral, quanto o cooperativismo agropecuário vinha tendo um desempenho excepcional. Mas, de acordo com Pires, como o setor não estava imune a crise, e sabia-se que em um determinado momento poderia “patinar um pouco” o que se tem, atualmente, é um quadro um pouco preocupante. As cooperativas devem fechar 2017 com crescimento percentual em faturamento e uma redução no resultado, ou seja, diminuição dos lucros.

Pires afirmou que isto se deve, principalmente, à queda no preço da soja, que fez com que os produtores não vendessem a safra. “Com isso as cooperativas também não tiveram esses resultados”.

As cooperativas agropecuárias gaúchas fecharam 2016 com faturamento acima de R$ 20 milhões, alta de 11,3% sobre o valor alcançado em 2015, segundo balanço FecoAgro.

 

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