Conab e IBGE divulgaram novas estimativas de safra.

Estimativas da safra entre 226 e 227 milhões de toneladas.
bernardi 8 março, 2018 Fonte: IBGE/Conab/Agência Brasil

A safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas deve fechar 2018 com 227,2 milhões de toneladas. Essa é a segunda estimativa de safra do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola, realizado em fevereiro deste ano, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Caso a estimativa se concretize, a safra será 5,6% inferior ao total registrado em 2017, que foi de 240,6 milhões de toneladas. Apesar da expectativa de queda em 2018, a estimativa feita em fevereiro é mais otimista do que a de janeiro. De janeiro para fevereiro, o IBGE elevou em 0,5% (de 226,1 milhões para 227,2 milhões de toneladas) a estimativa de 2018.

As três principais lavouras de grãos do país – arroz, milho e soja – representarão 92,9% da produção. São esperadas quedas para os três produtos: de 1,6% para a soja, de 13,5% para o milho e de 5,7% para o arroz.

Entre os trinta produtos analisados pela pesquisa, 15 devem apresentar alta na produção, entre eles, algodão herbáceo em caroço (12,1%), café em grão-arábica (17,1%), café em grão-canephora (7%), feijão em grão 2ª safra (8,7%), mandioca (1,2%), tomate (1,9%) e trigo em grão (44,3%).

Já entre os 15 produtos em queda, além da soja, arroz e milho, destacam-se a banana (-1,3%), batata-inglesa 1ª safra (-11,4%), batata-inglesa 2ª safra (-3,8%), batata-inglesa 3ª safra (-15,8%), cana-de-açúcar (-2,2%), feijão em grão 1ª safra (-0,7%), feijão em grão 3ª safra (-6,7%), fumo (-3,3%), laranja (-1,5%) e uva (-16,3%).

Conab eleva projeção de grãos para 226 milhões de toneladas

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) elevou a estimativa da safra de grãos 2017/2018 para 226 milhões de toneladas, um aumento de 0,2% em relação ao último levantamento, divulgado no mês passado. De acordo com os dados divulgados hoje (8), o aumento é resultado do avanço da colheita de soja.

A safra deste ano, no entanto, deverá ficar abaixo do ano passado, que registrou a maior produção histórica, com 237,7 milhões de toneladas. Caso a projeção da Conab se concretize, significará um recuo de 4,9%. “Mesmo assim, o país ainda deverá colher a segunda maior safra de todos os tempos”, diz a Conab.
Liderando a produção de grãos, a soja deverá atingir a marca de 113 milhões de toneladas. O milho aparece em seguida, com produção estimada de 87,3 milhões de toneladas. A Conab destaca também o aumento da produção de algodão em pluma, com estimativa de 1,9 milhão de toneladas, o que representa um aumento de 21,3% em relação à safra passada. Em relação à área plantada, a Conab projeta aumento de 0,3% em relação à ultima safra. Somente o plantio da soja deverá ocupar 1,1 milhão de hectares a mais que no ano passado. As estimativas constam do 6º Levantamento da Safra de Grãos 2017/2018.

“Estamos colhendo uma safra muito positiva e o fato a destacar é que tivemos uma normalidade climática. Produtores estão colhendo uma safra com poucas supresas”, disse o secretário substituto de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Sávio Pereira. Ele acrescentou que esta “é uma safra que atende a todas as expectativas do governo do ponto de vista de exportação e do ponto de vista de preços internos de alimento. É uma safra muito boa”.
Queda no milho
O superintendente de Informações do Agronegócio da Conab, Aroldo Antônio de Oliveira Neto, afirmou que a diferença é pequena entre essa safra e a do ano passado e que muito da redução se deve à queda na produção de milho. “Se o milho se comportasse como se comportou na safra passada, teríamos uma safra talvez maior do que estamos divulgando neste momento, mas a questão econômica e a questão de mercado fazem com que o produtor tome a decisão de não investir nesse produto e de investir em outro com maior rentabilidade”.
As estimativas da Conab para o milho são de queda tanto na primeira quanto na segunda safra do produto, em relação à safra passada. Para a primeira safra, a projeção é a produção de 25,12 milhões de toneladas, 17,5% inferior à safra passada, resultado da redução de área e da produtividade. Já para a segunda, a projeção é a redução de 5,9% na área, o que resulta numa estimativa de produção de 62,16 milhões de toneladas, uma retração de 7,8% em relação à safra anterior.
Pereira destacou que o governo investiu quase R$ 800 milhões em Prêmio para o Escoamento (Pep) e Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural (Pepro) e em contratos de opções do milho. “Os preços reagiram e o milho está num caminho bom”, disse.

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