Cinco municípios gaúchos vão ficar sem Samu por falta de recursos

NULL
Lucas de Campos 26 março, 2015 Fonte:

De novembro para cá, apenas o mês de novembro foi pago, diz prefeitura.
Secretaria da Saúde diz que repassou verbas e que não foi notificada.

Cinco municípios da Região Metropolitana de Porto Alegre vão perder a unidade do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para atendimentos de alto risco a partir desta quinta-feira (25). O motivo é a falta de repasses do governo do Estado, como mostra a reportagem do RBS Notícias (veja o vídeo).

Os cerca de 100 mil moradores de Charqueadas, São Jerônimo, Butiá, Arroio dos Ratos e Barão do Triunfo são atendidos por um única ambulância de suporte avançado do Samu, que faz até 90 atendimentos por dia de casos considerados graves. O serviço estava à disposição desde julho do ano passado, mas se tornou inviável, de acordo com a Prefeitura de Charqueadas.

“É uma equipe que está irregular porque não está habilitada junto ao Ministério da Saúde. O Estado está custeando sozinho, o que não é normal. Todas as equipes do Samu tem que ter custeio tripartite, governo federal, estado e município”, afirma o diretor-técnico da Secretaria de Saúde de Charqueadas, Jaime Silveira.

Os funcionários estão sem salário há pelo menos três meses. Desde novembro do ano passado, foram pagos apenas os repasses correspondentes ao mês de janeiro. A dívida já chega a R$ 450 mil. Por causa dessa falta de recursos, a UTI móvel já ficou parada duas vezes nas últimas semanas porque não havia dinheiro nem para colocar combustível.

“Nós não temos mais condições de manter o serviço devido ao atraso, ao aumento de custos, manutenção da ambulância, encargos sociais dos profissionais, combustível, medicamentos. Tudo aumentou de preço”, diz o proprietário da empresa, Carmo Konzen.

Com o serviço suspenso, a região vai passar a ser atendida por Guaíba e a espera por ambulância poderá chegar até 1h30. O aposentado Antônio Paulo Silva teve a esposa salva depois de um acidente de carro graças ao atendimento da UTI de emergência. Para ele, a suspensão do serviço vai prejudicar a população. “Só quem não sofre um acidente desses, uma doença grave, para deixar ir embora. Isso é terrível, não pode sair daqui”, afirma.

A Secretaria Estadual da Saúde (SES) afirma que repassou os valores correspondentes aos meses de janeiro e fevereiro e que não foi notificada oficialmente sobre a suspensão do serviço.

Fonte: G1

© Copyright 2017, Todos os direitos reservados.